Um amigo morto em bar de Niterói teria sido vítima de um disparo tratado como “brincadeira” pelo autor do tiro, segundo relatos de testemunhas e familiares. O crime aconteceu na madrugada de domingo (24), no bairro Fonseca, na Região Metropolitana do Rio.
A vítima foi identificada como Igor Pereira da Cruz, de 29 anos. Ele estava em uma confraternização acompanhado do irmão quando o suspeito chegou ao local. De acordo com familiares, o homem inicialmente cumprimentou Igor de forma normal.
Algum tempo depois, o suspeito teria retornado de carro, sacado uma arma, apontado para Igor e efetuado o disparo. A bala atravessou o braço da vítima e atingiu a região do abdômen, provocando lesões graves.
Igor chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo foi enterrado nesta segunda-feira (25), no Cemitério do Maruí.
Segundo familiares, o suspeito era amigo de infância da vítima e conhecido de moradores da região. Após o crime, ele teria voltado ao local e afirmado que tudo não passava de uma “brincadeira”, alegando que a arma disparou acidentalmente.
Igor morava com a companheira e deixou um filho de 3 anos. Nas redes sociais, Camilly Santos, mãe da criança, lamentou a morte e cobrou justiça.
“Meu filho só tem 3 anos e ele tirou o direito do meu filho ter um pai presente na vida dele. Justiça pelo Igor e por toda a nossa família”, escreveu Camilly Santos nas redes sociais.
A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí informou que prendeu o suspeito nesta segunda-feira (25). Segundo a Polícia Civil, os agentes iniciaram diligências logo após o crime.
Durante a investigação, testemunhas foram ouvidas, imagens de câmeras de segurança foram analisadas e dados de inteligência foram cruzados para localizar o autor do disparo.
Com o avanço das apurações, o homem se apresentou na sede da especializada. Contra ele, os policiais cumpriram um mandado de prisão temporária por homicídio qualificado.
A arma utilizada no crime também foi apreendida. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios.














