A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro realizou uma homenagem especial nesta segunda-feira (9). A ação ocorreu quando a Alerj distribui rosas para deputadas e servidoras pelo Dia da Mulher, celebrado oficialmente no domingo (8).
Ao todo, 1.350 flores foram entregues às mulheres que trabalham no Parlamento fluminense. A iniciativa foi organizada pela presidência da Casa e aconteceu logo na chegada das parlamentares e funcionárias ao prédio administrativo da Assembleia, localizado no Centro do Rio.
O presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), destacou que a ação tem caráter simbólico e representa reconhecimento à presença e à importância das mulheres tanto na sociedade quanto no serviço público.
Segundo ele, a Assembleia também busca fortalecer políticas públicas que ampliem a proteção e os direitos das mulheres no estado do Rio de Janeiro.
A deputada Tia Ju (Republicanos), segunda vice-presidente da Casa e responsável pela Procuradoria da Mulher, também participou da homenagem. Ao receber uma rosa branca, ela ressaltou a importância de manter o debate permanente sobre políticas de proteção e valorização das mulheres.
A parlamentar afirmou que gestos simbólicos como a entrega das flores reforçam o compromisso institucional da Assembleia em promover respeito, igualdade e iniciativas voltadas à segurança feminina.
Entre as servidoras que participaram da homenagem estava Thamires Gomes, funcionária da Alerj. Ela afirmou que se sentiu acolhida com a ação promovida pela Casa.
Segundo a servidora, iniciativas desse tipo ajudam a valorizar o ambiente de trabalho e demonstram reconhecimento às mulheres que atuam diariamente no Parlamento.
Além da homenagem, a Assembleia também tem discutido projetos e ações voltadas à defesa dos direitos femininos. Entre eles está o Projeto de Lei 7.187/2026, de autoria de Delaroli, que prevê ampliar para 24 horas o funcionamento dos vagões exclusivos para mulheres no sistema ferroviário e metroviário do estado.
A proposta deverá ser votada em plenário na próxima quarta-feira (11).
Nesta terça-feira (10), a Alerj também realizará uma audiência pública para discutir o aumento dos casos de feminicídio no estado do Rio de Janeiro.
Durante o encontro, será apresentado um relatório com dados de atendimentos realizados pela Sala Lilás e pelo programa SOS Mulher, que prestam apoio às vítimas de violência.
A Assembleia mantém ainda estruturas permanentes voltadas ao atendimento feminino, como a própria Sala Lilás, que oferece assistência psicológica e jurídica para mulheres vítimas de violência.
O serviço funciona no Edifício Lúcio Costa, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.
Outro canal de apoio é o programa SOS Mulher, que atende pelo telefone 0800-282-0119 e oferece orientação para vítimas em todo o estado.
Também dentro da estrutura da Assembleia funciona a Procuradoria da Mulher, instalada no Palácio Tiradentes, responsável por receber denúncias de violência e acompanhar políticas públicas relacionadas à igualdade de gênero.
Enquanto isso, a Casa também instalou recentemente a CPI do Feminicídio, criada para investigar e propor medidas de enfrentamento à violência contra mulheres no estado do Rio de Janeiro.
A iniciativa busca ampliar o debate público e fortalecer estratégias de prevenção e proteção às vítimas.














