Agressão em UPA de Iguaba Grande gera denúncia e versão divergente da prefeitura

Jadson Mendonça, conhecido como Dinho

A agressão em UPA de Iguaba Grande está sendo apurada após denúncias envolvendo um paciente durante atendimento na unidade. O caso ganhou repercussão por apresentar versões distintas entre o relato da vítima e a posição oficial da prefeitura.

O homem, identificado como Jadson Mendonça, afirma ter sido imobilizado, algemado e agredido por agentes da Guarda Municipal enquanto buscava atendimento médico. Segundo ele, a situação ocorreu após uma crise de saúde e tentativa de obter assistência na unidade.

De acordo com o relato, ele estava acompanhado da esposa quando o veículo em que estavam se envolveu em um acidente. A mulher precisou de atendimento médico ao chegar à unidade, enquanto ele também buscava ajuda devido ao próprio estado de saúde.

Ainda segundo o paciente, após o atendimento inicial, houve divergência quanto à permanência da esposa em observação e ao seu próprio atendimento. Ele afirma que, ao tentar solicitar auxílio, foi impedido de acessar determinadas áreas, sendo posteriormente contido pelos agentes.

O ponto central da denúncia envolve a alegação de que, mesmo após ser imobilizado, ele teria sido alvo de agressões físicas. A família destaca que o paciente é uma pessoa com deficiência e estaria em crise no momento da abordagem, levantando questionamentos sobre o preparo das equipes para lidar com situações desse tipo.

Após a contenção, o homem foi encaminhado à delegacia. Há ainda relatos de que ele retornou posteriormente à unidade em estado de agitação.

Em nota, a prefeitura de Iguaba Grande informou que não houve recusa de atendimento. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a paciente que o acompanhava recebeu atendimento rápido, enquanto ele foi assistido por quadro de saúde e medicado.

A versão oficial aponta que o homem apresentou comportamento agressivo, com desacato à equipe e ameaças, o que teria colocado em risco pacientes e profissionais. Diante disso, a segurança teria sido acionada para realizar contenção física, conforme os protocolos adotados.

O município também informou que foram registrados boletins de ocorrência por desacato e dano ao patrimônio após o homem retornar à unidade e tentar acessar uma área restrita.

O caso levanta debate sobre os protocolos de abordagem em situações envolvendo pessoas no espectro autista, especialmente durante crises, e segue sob apuração pelas autoridades competentes.

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