Agressão a ambulante em Ipanema leva prefeito a afastar agentes

Agressão a ambulante em Ipanema

A agressão a ambulante em Ipanema levou o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, a determinar o afastamento dos agentes envolvidos na abordagem ocorrida no último sábado (11), na altura do Posto 9, na Zona Sul da cidade. O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, que mostra uma guarda municipal puxando o cabelo de uma vendedora durante a apreensão de mercadorias.

A artesã foi conduzida à 14ª DP (Leblon), responsável por investigar o episódio. Além da apuração policial, a Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), instaurou um processo administrativo para analisar a conduta dos agentes do programa Rio+Seguro.

Em manifestação publicada nas redes sociais, o prefeito Eduardo Cavaliere demonstrou apoio à trabalhadora e classificou a ação como incompatível com o comportamento esperado dos servidores públicos. “A ação não é apenas reprovável, isso não condiz com o que se espera de servidores que deveriam respeitar a população, respeitar os trabalhadores e os turistas. O espaço público deve ter regra e tem que ter fiscalização, mas isso não pode servir de justificativa para agressões desproporcionais, violência e cenas como essas, absolutamente injustificáveis.”

O prefeito também pediu desculpas à artesã, apesar de reconhecer que a atividade era exercida de forma irregular. “Peço desculpas à artesã, que ainda que trabalhando ilegalmente nessa área da cidade, sofreu a violência.”

Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Ordem Pública informou que a fiscalização tinha como objetivo coibir o comércio sem autorização. Segundo o órgão, a ambulante teria reagido de forma violenta, agredindo uma das agentes com empurrões e tapas, além de desacatar a equipe e resistir à ordem de condução.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil e da própria prefeitura, que avaliarão as circunstâncias da abordagem e eventuais responsabilidades dos envolvidos. A repercussão do episódio reacende o debate sobre a atuação de agentes públicos em ações de fiscalização e a necessidade de garantir o respeito aos direitos dos trabalhadores informais.

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