O advogado Demóstenes Torres afirmou no STF que Almir Garnier tenha colocado tropas à disposição de golpe é uma acusação sem provas. A declaração foi dada nesta terça-feira (2), durante o julgamento da Ação Penal nº 2.668, que apura a suposta trama golpista envolvendo militares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a defesa, não há elementos concretos que sustentem as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-comandante da Marinha teria oferecido apoio militar para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. O procurador-geral da União ficou apenas com a afirmação de que ele teria colocado tropas à disposição, evidentemente por ausência de lastro, disse o advogado.
Garnier está entre os oito réus apontados como integrantes do “núcleo crucial” da articulação que buscava impedir a transição democrática. De acordo com a PGR, ele teria participado de uma reunião no Palácio do Planalto, em 7 de dezembro de 2022, na qual teve acesso à minuta de um plano de golpe e teria se alinhado a Bolsonaro para sustentar a ruptura institucional.
A defesa, por outro lado, argumenta que não existem provas consistentes para uma condenação. O ex-comandante responde a acusações de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
O julgamento segue na Primeira Turma do STF, com as sustentações orais das defesas de outros réus, entre eles Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Braga Netto e o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro.














