Adolescente é apreendida por tentar matar o namorado

37ª Delegacia

Uma adolescente apreendida no último sábado (3), na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, está sendo investigada por tentativa de homicídio contra o próprio namorado. Segundo a Polícia Civil, a jovem de 17 anos foi flagrada após esfaquear o rapaz e ainda mentir ao afirmar que teria sido vítima de uma tentativa de estupro.

O caso revisitou quando um jovem deu entrada no Hospital Municipal Evandro Freire, na própria Ilha, com diversas perfurações no corpo. Aos médicos e à polícia, ele acusou a namorada de ser a autora do ataque. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou nesta segunda-feira (5) que o estado de saúde do rapaz é estável.

Após o ocorrido, a adolescente compareceu a outra delegacia, apresentando uma versão diferente dos fatos. Alegou ter agido em legítima defesa após uma suposta tentativa de estupro. No entanto, os investigadores da 37ª DP (Ilha do Governador) logo desconfiaram da narrativa.

A Polícia Civil solicitou a realização de um exame de corpo de delito para verificar a veracidade da denúncia, mas antes mesmo da perícia, a jovem confessou ter mentido. Ela admitiu que não havia sido vítima de estupro e que inventou a história para justificar a agressão ao namorado.

Com base no depoimento e nas provas colhidas, a adolescente foi apreendida em flagrante e vai responder por ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio.

As autoridades reforçaram que o caso continua sendo apurado e que testemunhas estão sendo ouvidas para esclarecer todos os detalhes do episódio. O objetivo da investigação é entender o que motivou a agressão e apurar se houve premeditação no ato violento.

A ocorrência reacende o debate sobre a gravidade de falsas alegações, principalmente em casos envolvendo crimes sexuais, que exigem extremo cuidado e responsabilidade. A Polícia Civil destaca que falsas denúncias comprometem a credibilidade de vítimas reais e prejudicam o andamento da justiça.

O caso segue sob responsabilidade da 37ª DP, que dará andamento ao processo de responsabilização da menor infratora, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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