Acusado de participar da morte de PRF é preso na Avenida Brasil com fuzis e carro roubado
Um desdobramento crucial na investigação da morte do policial rodoviário federal Bruno Vanzan Nunes ocorreu na tarde desta terça-feira (7). Rodrigo Oliveira da Silva, apontado como um dos acusados de envolvimento no assassinato do PRF em 2022, foi preso em flagrante na movimentada Avenida Brasil, em Irajá, Zona Norte do Rio.
A ação que levou à prisão foi realizada por agentes do Núcleo de Operações Especiais (NOE) da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Durante patrulhamento, a equipe avistou um veículo em atitude suspeita e deu ordem de parada. O motorista tentou fugir, mas o trânsito intenso na via impediu a escapada.
A Polícia Rodoviária Federal divulgou que, ao desembarcarem, os policiais encontraram três homens no carro. Um deles foi identificado como Rodrigo Oliveira da Silva, que possuía um mandado de prisão em aberto pela morte do PRF Bruno Vanzan Nunes, ocorrida em Magalhães Bastos, Zona Oeste, em outubro de 2022. A ocorrência contou com o apoio das 40ª DP (Honório Gurgel) e 18ª DP (Praça da República), para onde os detidos foram encaminhados.
Arsenal apreendido e carro com registro de roubo
Durante a abordagem, com o trio foram apreendidos um significativo arsenal: três fuzis calibre 7,62mm, 24 carregadores, 430 munições para fuzil e cintos táticos. Além disso, um rádio comunicador e um bloqueador de sinal foram encontrados. O veículo utilizado pelos suspeitos apresentava placas clonadas e possuía registro de roubo, indicando a possível utilização em atividades criminosas.
O crime que vitimou o PRF Bruno Vanzan
O policial rodoviário federal Bruno Vanzan Nunes, de 41 anos, foi morto em outubro de 2022, após ser baleado durante uma tentativa de assalto. A sequência de eventos foi capturada por câmeras de segurança, mostrando dois carros pretos parando na via e uma perseguição a pé. Bruno Vanzan chegou a cair de um viaduto na Transolímpica, em Magalhães Bastos, após a ação dos criminosos, falecendo no local.
As investigações apontaram Rodrigo Oliveira da Silva, conhecido como Diguinho, e Petter Sales do Nascimento, o Crioulo, como os responsáveis pela morte. Segundo o Ministério Público do Rio (MPRJ), o policial não teria oferecido resistência inicial, mas um dos criminosos avistou o colete da PRF no banco do carro e efetuou os disparos. Na tentativa de fuga, o agente caiu de uma altura de seis metros.
O ataque ao policial foi relatado como o terceiro crime cometido pelos acusados naquele dia, que seriam ligados ao Complexo do Chapadão, na Zona Norte. Antes do crime contra o PRF, eles teriam roubado dois veículos em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Enquanto Rodrigo da Silva foi preso agora, Petter Nascimento já havia sido detido em maio de 2025. Ainda não há informações sobre o paradeiro de Diguinho.














