Acusada de torturar ex do marido é presa pela polícia em velório no Caju

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu uma mulher acusada de torturar a ex-companheira de seu atual marido enquanto ela participava de um velório no Cemitério do Caju, na Zona Portuária da cidade.

A prisão aconteceu após agentes monitorarem a movimentação da suspeita, que estava com mandado em aberto e era considerada foragida pela Justiça fluminense. Ela foi levada para uma unidade policial sem apresentar resistência física.

Ação da Polícia Civil cumpre mandado judicial dentro do Cemitério do Caju

O caso chamou a atenção de quem passava pelo Cemitério de São Francisco Xavier, conhecido historicamente como Cemitério do Caju, um dos maiores complexos funerários da cidade do Rio de Janeiro. A área, que concentra sepultamentos e capelas de velório com movimento diário intenso, foi cercada discretamente para evitar riscos aos presentes.

Segundo as investigações iniciais, a mulher vinha sendo monitorada pelos setores de inteligência da corporação policial. Ao confirmarem que ela compareceria à cerimônia de despedida no Caju para prestar homenagens a um conhecido, os agentes montaram o cerco do lado de fora das capelas e aguardaram o momento mais oportuno para efetuar a captura de forma pacífica, evitando correria em meio ao público que acompanhava a despedida.

A investigada responde formalmente pela acusação do crime de tortura, que teria sido praticado contra a ex-mulher de seu companheiro. Os detalhes do inquérito apontam que desavenças familiares e brigas motivadas por relacionamentos passados culminaram nas agressões extremas. Por questões de segurança e proteção à privacidade da vítima agredida, o nome da denunciante permanece sob sigilo.

O que já se sabe sobre o caso e a prisão

A investigação policial corria em segredo de apuração desde que a vítima prestou declarações formais detalhando as violências sofridas. Com base em exames periciais no Instituto Médico Legal e depoimentos de testemunhas colhidos na delegacia, a Justiça determinou a expedição da ordem de prisão temporária da suspeita.

De acordo com o registro oficial, os policiais não precisaram efetuar disparos nem interromper os serviços do cemitério municipal. A mulher foi comunicada formalmente da decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e acompanhada de imediato pelos agentes até uma viatura descaracterizada estacionada nas proximidades.

O procedimento seguiu todos os trâmites da lei, e a detida passou pela triagem médica de rotina no Instituto Médico Legal antes de seguir para o sistema penitenciário do estado, onde ficará à disposição das autoridades da Vara Criminal.

Como denunciar foragidos da Justiça no Rio de Janeiro

Informações que ajudem as forças de segurança a localizar criminosos ou foragidos do sistema prisional podem ser repassadas pela população de forma rápida e segura. O principal canal de apoio é a central do Disque Denúncia do Rio.

  • Telefone fixo e WhatsApp integrado: (21) 2253-1177.
  • Atendimento: 24 horas por dia, todos os dias da semana.
  • Sigilo: Absoluto e anônimo. O morador não precisa se identificar nem corre risco de ter seu número de telefone exposto nas investigações.
  • Portal oficial: www.disquedenuncia.org.br, com aba dedicada ao envio de mensagens, áudios e fotografias.

O morador que notar a presença de pessoas procuradas ou atividades suspeitas na sua vizinhança nunca deve tentar intervir por conta própria. A orientação das autoridades policiais é manter o distanciamento e acionar imediatamente o telefone 190 da Polícia Militar em emergências na rua.

O que fazer se você foi vítima de violência ou tortura

Qualquer cidadão que venha a sofrer agressões físicas, tortura, coação ou ameaças graves dentro do convívio familiar ou comunitário tem o direito e a recomendação de procurar assistência jurídica e médica imediatas.

O primeiro passo é comparecer à delegacia mais próxima da residência ou registrar o atendimento inicial na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil pela internet, por meio do site oficial policiacivilrj.net.br. Caso a violência envolva mulheres em contexto doméstico, é indispensável se dirigir a uma unidade especializada, como a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, a DEAM.

Para quem necessita de amparo psicológico e acolhimento em situações de violência contra a mulher, a Central de Atendimento à Mulher atende pelo número telefônico 180. O canal é gratuito, funciona em território nacional sem cobrar tarifas telefônicas e oferece orientações detalhadas de apoio da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

Quem responde por isso e próximos passos

A investigação policial segue sob a responsabilidade da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A acusada deverá comparecer à audiência de custódia na Central de Custódia de Benfica nas próximas horas, conforme prevê a legislação penal em vigor.

Na audiência, o juiz responsável vai avaliar se a prisão seguiu todos os ritos legais e se a custódia em regime fechado continuará mantida até a conclusão do processo penal. Caso a prisão seja mantida, a mulher será transferida de forma definitiva para um presídio feminino da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

A defesa da acusada não havia tornado públicas manifestações oficiais até o fechamento desta reportagem. As autoridades trabalham agora para finalizar a oitiva de possíveis cúmplices ou testemunhas que possam ter colaborado na fuga e na ocultação da suspeita durante as últimas semanas.

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