Acidente com caminhões de ovos na Via Dutra deixa feridos e causa grande congestionamento

Acidente com caminhões de ovos na Via Dutra

O acidente com caminhões de ovos na Via Dutra provocou grande impacto no trânsito da Rodovia Presidente Dutra na manhã desta sexta-feira (6). A colisão aconteceu na altura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, deixando dois homens feridos e bloqueando a pista central no sentido Rio de Janeiro.

De acordo com as primeiras informações, a batida ocorreu por volta das 5h da manhã. Um comboio formado por cinco carretas de uma empresa fornecedora transportava cerca de 13 toneladas de ovos quando quatro caminhões acabaram colidindo em sequência. Um carro de passeio também se envolveu no engavetamento.

As vítimas foram encaminhadas para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, no bairro da Posse. O motorista Carlos Henrique Analio Ribeiro, de 28 anos, que conduzia uma das carretas, chegou à unidade hospitalar em estado grave depois que a cabine do caminhão onde estava foi destruída ao ser prensada durante o impacto. Ele precisou passar por um procedimento de emergência e continuava em atendimento médico.

Outra vítima foi Luiz Carlos Braga, de 37 anos, motorista do automóvel envolvido no acidente. Ele deu entrada no hospital com trauma na perna direita e também na cabeça, mas apresentava quadro de saúde considerado estável.

O auxiliar que acompanhava Carlos Henrique na cabine da carreta não sofreu ferimentos e saiu ileso da colisão.

Relatos de quem estava no comboio ajudam a entender como o acidente aconteceu. O caminhoneiro Diego, que dirigia a última carreta da fila, explicou que um ônibus precisou frear repentinamente após um carro entrar na frente do veículo.

“O ônibus freou, e o caminhão da frente também freou. Quem estava vindo atrás não conseguiu segurar, e foi batendo um atrás do outro”, contou.

Ele também relatou o momento em que o colega mais ferido foi lançado para dentro do compartimento de carga após a batida.

“Ele machucou o braço e a clavícula e perdeu um pouco de sangue, mas saiu consciente”, lembrou.

O caminhoneiro destacou ainda a rapidez com que tudo aconteceu.

“Foi muito rápido. Foi Deus que pôs a mão e freou. Numa situação dessa, se não for Deus…”, completou.

O comboio havia saído da cidade de Itanhandu, em Minas Gerais, e seguia com destino a diferentes pontos da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Por causa do acidente, a pista central da Via Dutra precisou ser completamente interditada. O fluxo de veículos foi desviado para a faixa auxiliar, o que gerou um enorme congestionamento na rodovia.

No momento da última atualização das equipes que atuavam no local, o engarrafamento já chegava a cerca de 10 quilômetros de extensão.

Para piorar a situação, um carro que estava parado no trânsito apresentou superaquecimento e acabou pegando fogo. O incidente provocou o bloqueio de uma das faixas da via marginal, aumentando ainda mais a lentidão na região.

Equipes de resgate e agentes responsáveis pela operação da rodovia permaneceram no local para atender as vítimas e trabalhar na remoção dos veículos envolvidos.

Até o momento, não havia previsão para a liberação total da pista e normalização do trânsito na Via Dutra.

Enquanto motoristas enfrentavam longas filas e lentidão na região, o acidente voltou a chamar atenção para os riscos de colisões em sequência em rodovias movimentadas, principalmente quando veículos pesados trafegam em comboio.

Com grande circulação de cargas e fluxo intenso de veículos, qualquer incidente na Via Dutra rapidamente gera reflexos no trânsito e impacta milhares de motoristas que utilizam a rodovia diariamente.

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