Verônica Costa é presa na Região Serrana e levada para a Polinter no Rio

A ex-vereadora Verônica Costa, conhecida como a “Mãe Loira do Funk”, foi presa pela Polícia Civil nesta quinta-feira em Petrópolis, na Região Serrana, e conduzida sob custódia para a Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio.

Condenação definitiva por tortura leva ex-vereadora para regime fechado

Agentes da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual, a DC-Polinter, cumpriram os mandados de prisão definitiva contra a ex-parlamentar e outros três homens da mesma família. O processo transitou em julgado na Justiça fluminense, sem possibilidade de novos recursos sobre o mérito.

A ação policial ocorreu em um imóvel localizado na região do Vale das Videiras, no distrito de Araras, em Petrópolis. No mesmo endereço, os policiais prenderam Bruno Marcelo Bahia Marques, Bruno Chaves Ribeiro e Tatiane Chaves Ribeiro Marques. Uma quinta pessoa envolvida na ação criminosa continua foragida e procurada pelos agentes.

Verônica Costa foi condenada a 10 anos e 8 meses de reclusão pelo crime de tortura praticado contra seu então marido, Márcio Costa. A decisão colegiada da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado.

Como a polícia rastreou os condenados

A equipe da DC-Polinter iniciou as diligências após a expedição das ordens judiciais. Na quarta-feira, investigadores foram até o endereço residencial da ex-vereadora na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital, mas o imóvel estava vazio.

O setor de inteligência da unidade realizou cruzamento de dados cadastrais e monitoramento em tempo real de rotas de fuga. O trabalho contou com a colaboração operacional da Polícia Rodoviária Federal, que acompanhou as placas dos automóveis usados pelos suspeitos nas rodovias federais que cortam o estado.

Mesmo com a troca de locais de abrigo ao longo dos últimos dias, a equipe conseguiu cercar a casa de veraneio na Serra. Após o cumprimento das formalidades da prisão na unidade especializada, os quatro foram submetidos a exames de corpo de delito no Instituto Médico-Legal e encaminhados ao sistema prisional da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

O que já se sabe sobre o caso

O crime investigado ocorreu em 2011, dentro da residência do casal, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações policiais e o processo judicial, o ex-marido da condenada foi imobilizado com cordas, correntes de metal e cadeados em um dos cômodos da casa.

A vítima relatou à polícia e em juízo que teve olhos e boca vendados antes de sofrer agressões físicas contínuas por horas. Márcio Costa afirmou em depoimento que os agressores jogaram produtos inflamáveis sobre seu corpo e fizeram constantes ameaças de atear fogo.

Na época do ocorrido, Verônica Costa alegou em sua defesa na 42ª Delegacia de Polícia, no Recreio dos Bandeirantes, que o companheiro estava sob efeito de entorpecentes e teria furtado pertences do imóvel. A perícia toxicológica realizada pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli não apontou traços de drogas no sangue da vítima, refutando a versão defensiva durante a instrução do processo criminal.

Quem responde por isso e quais são os próximos passos

O processo foi acompanhado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que recorreu da sentença de primeira instância para fixar o cumprimento da condenação em regime inicialmente fechado.

O mandado de prisão foi expedido pela Vara de Execuções Penais da Capital, órgão responsável pela distribuição dos presos no sistema penitenciário de Gericinó, em Bangu. Os advogados dos condenados acompanham o ingresso no sistema prisional estadual, enquanto diligências continuam ativas para localizar o último foragido citado nos autos.

A sede da Cidade da Polícia, para onde o grupo foi levado após a captura, fica na Rua São Francisco Xavier, número 1358, no Jacarezinho. A unidade centraliza as delegacias especializadas da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e presta atendimento aos mandados de alta complexidade.

Como denunciar fugitivos da Justiça

Informações que possam levar à captura de pessoas foragidas ou ao esclarecimento de outros crimes podem ser enviadas de forma anônima aos órgãos de segurança pública do Rio de Janeiro:

  • Disque Denúncia: telefone (21) 2253-1177 ou 0300 253 1177 para chamadas do interior do estado. O serviço funciona 24 horas por dia, com sigilo garantido.
  • WhatsApp do Disque Denúncia: canal direto pelo número (21) 2253-1177 para envio de mensagens, fotos ou vídeos.
  • Aplicativo oficial: o aplicativo “Disque Denúncia RJ” permite registrar informações sem necessidade de identificação em aparelhos Android e iOS.
  • Emergência: caso visualize uma pessoa procurada em fuga no trânsito ou em via pública, ligue imediatamente para o telefone 190 da Polícia Militar.
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