Uma vereadora de Minas Gerais está sendo investigada após agredir advogada durante uma confusão ocorrida no município de Alvorada de Minas. O caso, que inclui a quebra do celular da vítima, passou a ser analisado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) após a denúncia formal da advogada.
Segundo o registro feito em boletim de ocorrência, o episódio aconteceu no dia 24 de fevereiro. A advogada afirmou que filmava a vereadora Edivânia Braz (PL) dentro de um veículo oficial da Câmara Municipal quando percebeu que o carro poderia estar sendo utilizado para transportar passageiros.
De acordo com o relato da vítima, ao perceber que estava sendo gravada, a parlamentar teria reagido de forma agressiva e avançado contra ela. Imagens divulgadas posteriormente mostram o momento da confusão.
Nos registros, a advogada aparece sendo empurrada e caindo durante o confronto. Ainda conforme a denúncia, a vereadora também teria tomado o celular da vítima e quebrado o aparelho durante a discussão.
A situação só teria sido interrompida após a intervenção de uma terceira pessoa que estava no local.
Depois que o caso ganhou repercussão, a vereadora publicou um vídeo nas redes sociais para apresentar sua versão do ocorrido. Segundo Edivânia Braz, a discussão não teria relação com o uso do veículo oficial, mas sim com um desentendimento familiar.
Fui casada com o pai da advogada e tivemos um filho. Ela nunca aceitou o nosso relacionamento, afirmou a parlamentar em vídeo divulgado nas redes sociais.
Pai e filho têm se aproximado e isso tem gerado ciúmes por parte da advogada, acrescentou.
Em nota pública, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) repudiou o episódio e manifestou apoio à profissional envolvida no caso.
A violência é incompatível com o Estado Democrático de Direito, destacou a entidade.
Além da denúncia de agressão, o Ministério Público também apontou indícios de possível uso indevido de bem público. Isso porque o carro oficial da Câmara Municipal teria sido utilizado para fins particulares.
Diante disso, o MPMG recomendou que o Legislativo de Alvorada de Minas abra um procedimento interno para apurar possível quebra de decoro parlamentar.
Caso a investigação avance, a vereadora poderá sofrer sanções administrativas previstas no regimento da Casa, além de possíveis consequências nas esferas criminal e cível.
Com o vídeo da confusão circulando nas redes sociais, o caso segue gerando repercussão e deve ter novos desdobramentos à medida que as investigações avançarem.














