O uso dos royalties no Rio de Janeiro voltou ao centro do debate após proposta apresentada pelo prefeito e pré-candidato ao governo do estado, Eduardo Paes. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele detalhou um plano para direcionar os recursos do petróleo para áreas como segurança pública, mobilidade urbana, infraestrutura e formação profissional.
A iniciativa surge em meio a um cenário político e jurídico em discussão, incluindo o processo sobre a sucessão no governo estadual, que deve ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal nos próximos dias.
No conteúdo divulgado, Paes afirmou que a proposta será apresentada ao STF antes do julgamento previsto para o início de maio.
“Chegou a hora de transformar os royalties em desenvolvimento do estado”, declarou.
A base do plano é tratar os royalties como uma fonte de investimento de longo prazo. Segundo o prefeito, os recursos não devem ser utilizados apenas para cobrir despesas imediatas, mas sim para financiar projetos estruturantes que impactem o crescimento do estado.
“Os royalties são do Estado do Rio por direito, mas precisamos usar esse dinheiro para construir o futuro”, afirmou.
Entre os principais eixos do projeto está a segurança pública. Para o pré-candidato, o fortalecimento do combate ao crime é fundamental para atrair investimentos e estimular a geração de empregos.
“Sem segurança não tem investimento. Sem investimento, não tem emprego”, destacou.
O plano prevê o uso de tecnologia e sistemas inteligentes, como monitoramento em rodovias, leitura de placas e integração de dados em tempo real. A proposta busca ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança e combater a circulação de criminosos, armas e cargas roubadas.
Além disso, a proposta conecta segurança a melhorias na mobilidade e na infraestrutura. A ideia é utilizar parte dos royalties para facilitar deslocamentos, integrar regiões e impulsionar o desenvolvimento econômico do estado.
Outro ponto defendido por Paes é o investimento em formação profissional. O objetivo é preparar trabalhadores para novas oportunidades e reduzir a dependência da economia em relação à arrecadação dos royalties.
A proposta deve seguir em discussão nos próximos dias, ampliando o debate sobre como esses recursos podem influenciar o futuro do Rio de Janeiro.














