O anúncio de que o Túnel Rebouças terá 70 câmeras até o fim de novembro marca uma das maiores expansões recentes do monitoramento urbano no Rio de Janeiro. Segundo o COR-Rio, o número de equipamentos será dobrado, passando das atuais 33 unidades para cerca de 70 distribuídas pelas galerias e acessos do túnel, uma das vias mais importantes da cidade.
A iniciativa faz parte do plano de modernização do sistema de vigilância da Prefeitura, que utiliza as câmeras para detectar incidentes, orientar equipes operacionais e agilizar a atuação de órgãos como Corpo de Bombeiros, concessionárias e forças de segurança. Por ligar as zonas Norte e Sul e concentrar grande fluxo de veículos, o Rebouças é considerado um ponto estratégico para intervenções rápidas em casos de acidentes, panes ou bloqueios.
Os novos equipamentos também serão instalados nos principais acessos ao túnel, como o Elevado Engenheiro Freyssinet, no Rio Comprido; os viadutos Saint Hilaire e Engenheiro Humberto Vital Bandeira de Melo, no Humaitá; e o Viaduto José de Alencar, no Cosme Velho. O objetivo é ampliar a cobertura visual e garantir monitoramento contínuo antes, durante e após a passagem pelos túneis.
Atualmente, o COR-Rio opera uma malha de 5.100 câmeras e radares espalhados pelas cinco zonas do município. Com a expansão prevista para ser concluída até dezembro, esse número deve chegar a 5.500 equipamentos. De acordo com a Prefeitura, o reforço no sistema eletrônico é fundamental para reduzir impactos no trânsito, aumentar a segurança viária e melhorar a resposta a emergências em trechos críticos da cidade.














