O traficante Xuxu, identificado como integrante do Comando Vermelho e ex-líder do tráfico na favela da Guacha, em Belford Roxo, morreu na madrugada da última quarta-feira (4) após troca de tiros com policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT), na comunidade Trio de Ouro, no Rio de Janeiro. A região, conhecida por disputas entre facções, é atualmente dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP).
De acordo com informações da Polícia Militar, a operação foi deflagrada após denúncias sobre a movimentação suspeita de dois veículos SUV — um branco e outro cinza — transportando criminosos armados. Ao tentar interceptar os carros, os policiais foram recebidos a tiros. Houve confronto intenso, com armamento de alto calibre, incluindo fuzis.
Durante a troca de tiros, uma viatura da PM chegou a ser atingida, mas nenhum agente ficou ferido. Apenas Xuxu morreu na ação. Dois comparsas dele, conhecidos como “Presuntinho” e “Cara Fina”, foram presos no local. Um quarto suspeito conseguiu fugir e ainda está sendo procurado.
A PM informou que Xuxu exercia a função de “puxador de guerra” dentro da hierarquia do Comando Vermelho. Ele era responsável por organizar estratégias de ocupação territorial e comandar olheiros e homens armados em pontos estratégicos das comunidades sob influência da facção. Após abandonar o TCP, teria se aliado ao CV para retomar áreas disputadas.
Com os criminosos, foram apreendidos um fuzil AK-47, dois fuzis calibre 5.56, um fuzil calibre 7.62, carregadores e um rádio transmissor. Todo o material foi encaminhado para a delegacia da região, onde o caso foi registrado e seguirá sob investigação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Vídeos com o momento do confronto e a movimentação dos policiais circulam nas redes sociais. Nas imagens, é possível ouvir os disparos e ver a correria nas ruas da comunidade. Em meio à violência urbana, moradores relatam que vivem sob constante medo. “Ninguém aguenta mais. Um dia é uma facção, no outro é outra. A polícia chega e vira campo de guerra”, contou uma moradora que preferiu não se identificar.
A Secretaria de Segurança Pública ainda não se pronunciou sobre a continuidade das operações na região. O caso reacende o debate sobre o avanço das facções criminosas e o uso da força letal em áreas de conflito no estado.
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