Traficante é preso no Rio após enviar maconha para Brasília pelos Correios

A Polícia Civil da Cidade do Rio de Janeiro prendeu nesta quarta-feira um homem acusado de chefiar um esquema de tráfico interestadual de drogas. O suspeito usava agências dos Correios no Rio para mandar maconha para Brasília e outros estados do Brasil.

Alexandre Barata Lydia foi capturado após trabalho de investigação das autoridades fluminenses. Imagens de segurança de uma unidade postal flagraram o momento exato em que ele aguardava o atendimento no balcão para despachar as encomendas recheadas com entorpecentes.

Esquema de envio de drogas pelos Correios

Nas imagens gravadas pelo sistema de monitoramento da agência, o suspeito aparece usando camisa rosa, colete preto, boné e óculos escuros. Ele aguardava sentado até ser chamado para postar as caixas que seguiam para a capital federal.

Segundo a Polícia Civil, o investigado escondia a maconha dentro de remessas comuns para tentar enganar a fiscalização e a triagem das encomendas. O material era despachado do Rio com destino a compradores e distribuidores em Brasília e em outras regiões do país.

Como a polícia chegou até o suspeito?

A investigação começou após a interceptação de pacotes suspeitos que saíram do Rio de Janeiro. A partir do rastreamento do trajeto das encomendas e da análise das imagens de câmeras de segurança dos estabelecimentos, os agentes conseguiram identificar Alexandre Barata Lydia como o responsável pelas postagens.

Com a identificação confirmada e o mandado de prisão expedido pela Justiça, os policiais civis montaram uma ação e conseguiram localizar e prender o acusado na quarta-feira. Todo o material apreendido durante as diligências foi encaminhado para a delegacia para passar por perícia técnica.

O que dizem as autoridades sobre o caso?

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da quadrilha que ajudavam na preparação do material no Rio ou no recebimento das drogas em Brasília. A empresa de Correios colabora com as apurações fornecendo registros e imagens das postagens suspeitas.

O preso foi levado para o sistema prisional do estado, onde vai permanecer à disposição da Justiça. Ele responderá pelo crime de tráfico interestadual de drogas, cuja pena pode passar de 15 anos de reclusão.

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