A Polícia Militar prendeu nesta segunda-feira (5) o homem acusado pelas mortes de crianças no caso que chocou Belford Roxo, na Baixada Fluminense, em 2020. Lucas do Nascimento Bruno, conhecido como LC ou Luquinha, estava foragido e é apontado como gerente do tráfico de drogas no Morro da Castelar, local onde as vítimas desapareceram. Ele foi localizado por agentes do 39º BPM (Belford Roxo) e encaminhado à 54ª DP.
Durante a abordagem, LC portava uma pistola Glock calibre 40. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas. A captura do acusado representa um avanço significativo nas investigações sobre um dos crimes mais marcantes dos últimos anos no estado do Rio de Janeiro.
As vítimas foram Lucas Matheus, de 9 anos, Alexandre da Silva, de 11, e Fernando Henrique, de 12. Os três desapareceram em 27 de dezembro de 2020 após saírem de casa para brincar em um campo de futebol no bairro Areia Branca. Segundo a polícia, os meninos foram vistos pela última vez em uma feira local e, ao retornarem, acabaram nas mãos de traficantes da comunidade.
Conforme apurações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), o grupo de criminosos submeteu as crianças a sessões de tortura. Um dos garotos teria morrido durante o espancamento, o que levou os traficantes a executarem os outros dois. Os corpos, ainda de acordo com a investigação, foram colocados em um automóvel e jogados em um rio da região.
O crime ganhou repercussão nacional e foi denunciado ao Comitê contra o Desaparecimento Forçado da ONU. Em dezembro de 2021, cinco suspeitos de envolvimento direto na ação já haviam sido presos. As câmeras de segurança da região ajudaram a reconstituir parte dos passos dos meninos antes do crime.
Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil confirmaram a passagem das crianças pela feira e apontaram o envolvimento do tráfico local. A crueldade do caso gerou protestos e mobilização pública, levando o governo a ampliar os esforços nas buscas pelos culpados e pelas vítimas.
A prisão de LC, que estava foragido desde então, reacende as discussões sobre a segurança pública nas comunidades e o impacto do tráfico de drogas na vida de moradores, especialmente crianças e adolescentes. Autoridades esperam que a captura do suspeito possa esclarecer ainda mais pontos da investigação e abrir caminho para novas denúncias.
O caso continua sendo monitorado por organizações de direitos humanos, e a expectativa é de que novos desdobramentos ocorram nos próximos meses.














