Traficante do Muquiço é preso por morte de policial civil no Rio

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu Alexandre Serra de Souza, apontado como integrante do tráfico da comunidade do Muquiço, na Zona Norte. Ele é investigado pela morte do inspetor Carlos Alberto Freire Neto, assassinado em julho.

O suspeito foi encaminhado para a sede da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Segundo os agentes, ele já tinha mandados de prisão pendentes por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa expedidos pela Justiça.

Prisão mira envolvidos no assassinato de policial em operação

Carlos Alberto Freire Neto atuava como inspetor da corporação e foi baleado durante uma operação de inteligência realizada no meio do ano. A ação policial apurava a movimentação de criminosos entre a Baixada Fluminense e as comunidades da Zona Norte da capital fluminense.

A investigação já colocou outros nove suspeitos atrás das grades e resultou na apreensão de um adolescente. Todos são apontados pela polícia por participação direta ou apoio logístico na ação que terminou na morte do agente público.

A comunidade do Muquiço fica entre os bairros de Guadalupe, Deodoro e Marechal Hermes. A região convive com confrontos frequentes e disputas armadas que afetam linhas de ônibus e a circulação na Avenida Brasil.

O que já se sabe sobre a apuração

O inspetor foi atingido durante os trabalhos de campo que mapeavam o crime organizado. Os investigadores conseguiram identificar os integrantes do bando envolvidos no cerco aos agentes e pediram as prisões preventivas à Justiça.

Alexandre Serra de Souza era considerado foragido e mantinha papel relevante no esquema financeiro da quadrilha. Os policiais apuravam transferências bancárias suspeitas e o uso de empresas de fachada para lavar o dinheiro da venda de entorpecentes.

Após a captura, o homem prestou depoimento formal na delegacia especializada. A Polícia Civil informou que o processo agora segue para a fase judicial, onde o acusado permanecerá no sistema penitenciário à disposição da 1ª Vara Criminal.

Como denunciar ações criminosas na região

Quem tiver informações sobre outros foragidos ou esconderijos de armas na Zona Norte pode ajudar o trabalho da polícia de forma totalmente anônima. O canal central de atendimento recebe denúncias durante 24 horas por dia:

  • Disque Denúncia do Rio: telefone (21) 2253-1177;
  • WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177;
  • Aplicativo oficial: Disque Denúncia RJ, disponível para celulares Android e iOS.

O sigilo é garantido por lei e o denunciante não precisa se identificar em nenhum momento da ligação. As informações são repassadas diretamente para a delegacia responsável pela apuração do caso.

O que muda na rotina dos moradores

A prisão de chefias locais costuma deixar a segurança em alerta na região de Guadalupe e nos acessos ao Muquiço. O policiamento nos arredores das avenidas Brasil e Marechal Alencastro segue com rondas ostensivas para evitar represálias armadas.

Linhas de ônibus municipais e intermunicipais que cortam a área continuam circulando dentro do itinerário normal. A orientação das autoridades é para que motoristas e passageiros redobrem a atenção ao trafegar pelas vias laterais da comunidade durante a noite.

Em caso de tiroteios ou situações atípicas, motoristas devem acionar a Central de Atendimento da Polícia Militar pelo número 190. O atendimento de emergência despacha equipes do batalhão da área para estabilizar os acessos ao bairro.

Quem responde pela investigação

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense centralizou os inquéritos que apuraram o crime contra o inspetor. A especializada trabalha em conjunto com as delegacias distritais da Zona Norte para fechar o cerco aos comparsas que continuam nas ruas.

A corporação confirmou que os relatórios detalhados com as provas recolhidas foram encaminhados ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A Promotoria agora acompanha o caso para formalizar novas acusações criminais contra a quadrilha.

Foto: R7 Rio (raspagem)

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