Trabalhadores da CET em SP evitam greve na F1 com acordo salarial e manutenção de direitos após ameaças

Trabalhadores da CET em SP evitam greve na F1 com acordo salarial e manutenção de direitos após ameaças

A possibilidade de greve dos trabalhadores da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo, que poderia impactar a realização do GP de São Paulo de Fórmula 1, foi afastada. Após intensas negociações, a categoria aceitou um acordo proposto pela Prefeitura da capital paulista.

A proposta, que prevê um reajuste salarial e a manutenção de direitos trabalhistas, foi anunciada após uma reunião entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Sistema de Operação, Sinalização, Fiscalização, Manutenção e Planejamento Viário e Urbano do Estado de São Paulo (Sindviários) e a direção da CET.

A decisão de aceitar o acordo encerra um período de tensão que se estendeu por semanas, com a iminência de paralisação durante um dos eventos esportivos mais importantes da cidade. As informações foram divulgadas após o acordo ser fechado, conforme apurado pela coluna de Demétrio Vecchioli.

Acordo prevê reajuste e evita perdas de direitos

O acordo firmado entre os trabalhadores da CET e a Prefeitura de São Paulo estabelece um reajuste salarial de 4,11% para a categoria. Além disso, o pacto garante a manutenção do atual acordo trabalhista, impedindo que direitos importantes fossem retirados. A Junta Orçamentária e Financeira (JOF) autorizou a proposta conciliatória apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Proposta inicial da CET visava redução de benefícios

Inicialmente, a CET havia apresentado propostas que poderiam significar uma perda salarial de mais de 10% para alguns cargos, mesmo com a correção. O Sindviários informou que a companhia pretendia reduzir o pagamento de 50% do adicional de férias para um terço, além de extinguir duas folgas extras anuais e alterar a participação dos trabalhadores no plano de saúde.

Categoria rejeitou medidas e aprovou greve

Essas medidas foram apresentadas em junho e foram negadas pela categoria em 16 de outubro, em assembleia que reuniu mais de 500 trabalhadores. Na ocasião, o grupo também aprovou uma greve que teria início na noite de quarta-feira, coincidindo com o período do GP São Paulo de Fórmula 1, caso as negociações não avançassem.

Mediação do TRT foi decisiva para o acordo

Uma audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na quarta-feira (4/11) foi crucial para o desfecho. Embora o secretário da Fazenda da prefeitura não tenha comparecido, representantes da CET confirmaram a autorização para aceitar o acordo proposto pelo TRT, com chancela do Ministério Público do Trabalho (MPT). O sindicato buscava um reajuste de 4,39% (IPCA) mais 3% de ganho real, mas considerou a manutenção do acordo coletivo como uma vitória frente às propostas de redução de direitos.

Limpatech