Tiroteio na Praça do K11 termina com quatro presos em Nova Iguaçu

Quatro homens foram presos na noite de quarta-feira, dia 30, no bairro Caonze, em Nova Iguaçu, após atacarem a tiros uma equipe da Polícia Militar. Ninguém se feriu no confronto e o policiamento segue reforçado.

Ataque contra policiais e cerco na mata do Caonze

Agentes do 20º Batalhão de Polícia Militar realizavam um patrulhamento de rotina pelas imediações da Praça do K11 quando foram surpreendidos por disparos de arma de fogo. O local é conhecido pela circulação constante de pedestres e moradores que voltam do trabalho ou utilizam a praça para lazer noturno.

Assim que os tiros cessaram temporariamente, os policiais militares pediram reforço e montaram um cerco tático em torno do ponto de onde vieram os disparos. O cerco avançou em direção a uma área de mata fechada no Caonze, utilizada com frequência por criminosos como rota de fuga após confrontos.

Durante a varredura entre a vegetação, a equipe localizou e rendeu quatro homens suspeitos de participarem do tiroteio. Conforme informações da corporação, os detidos fariam parte da facção criminosa Comando Vermelho, que atua na distribuição de entorpecentes em comunidades da Baixada Fluminense.

Com os suspeitos, os policiais recolheram 93 pinos de cocaína, 102 papelotes de crack, quatro aparelhos de rádio transmissor acompanhados de suas respectivas bases de carregamento e três telefones celulares. A polícia acredita que os aparelhos de rádio eram usados para monitorar a presença de viaturas na região.

Após o flagrante, todo o grupo e os materiais apreendidos foram levados para a 52ª Delegacia Policial, no Centro de Nova Iguaçu. Na unidade da Polícia Civil, os quatro homens acabaram formalmente autuados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, permanecendo sob custódia à disposição da Justiça.

O que já se sabe sobre a ação e o confronto

A ocorrência começou por volta das últimas horas da noite, em uma via de grande acesso que liga o centro do município aos bairros do entorno. Nenhum agente da PM ficou ferido e, segundo os relatórios preliminares, nenhum dos suspeitos precisou de atendimento médico no local.

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro agora apura se as armas usadas para atirar contra os policiais militares foram escondidas na própria mata antes da rendição ou se foram levadas por outros comparsas que conseguiram fugir durante a aproximação das viaturas.

Os telefones celulares recolhidos durante a abordagem passarão por perícia autorizada para identificar outros integrantes da rede de venda de drogas que opera no Caonze e nas áreas próximas ao K11.

Como fica a rotina da região após o tiroteio

Apesar do susto provocado pelo barulho de tiros no fim da noite, a circulação no bairro Caonze e no entorno da Praça do K11 amanheceu estável. O transporte público opera sem alterações e as linhas de ônibus municipais que atendem o bairro seguem com itinerário normal.

O comércio da praça abriu as portas dentro do horário habitual nesta quinta-feira, assim como os serviços de saúde e as escolas municipais do entorno. O comando do 20º BPM informou que rondas ostensivas continuam ocorrendo com frequência redobrada na área para evitar novas tentativas de retaliação criminosa.

Moradores e comerciantes relatam, no entanto, a apreensão recorrente com o uso das áreas arborizadas e das encostas do bairro por grupos armados, pedindo atenção contínua das forças de segurança nas vias transversais.

Quem responde pelo caso

O policiamento preventivo e as rondas diárias no Caonze ficam sob responsabilidade do 20º Batalhão de Polícia Militar, localizado em Mesquita, que cobre também Nova Iguaçu e cidades vizinhas. Qualquer solicitação de emergência no momento de um confronto deve ser feita pelo telefone 190 da PMERJ.

Já a investigação formal e o andamento do processo criminal tramitam na 52ª Delegacia Policial, situada na Rua Nelson Ramos, no Centro de Nova Iguaçu. O inquérito busca mapear as lideranças locais do tráfico e a origem dos carregamentos de cocaína e crack distribuídos naquela região.

Como denunciar ações criminosas

A população pode ajudar as forças de segurança repassando informações sobre esconderijos de armas, pontos de venda de drogas ou paradeiro de foragidos de forma anônima e segura. O Disque Denúncia do Rio de Janeiro recebe informações 24 horas por dia por meio da central telefônica e canais digitais:

  • Telefone do Disque Denúncia: (21) 2253-1177
  • WhatsApp anônimo: (21) 2253-1177
  • Aplicativo oficial: Disque Denúncia RJ (disponível para celulares Android e iPhone)
  • Atendimento de emergência imediata: Central 190 da Polícia Militar

Não é necessário fornecer o próprio nome nem documentos ao registrar um relato. Informações detalhadas sobre rotas de fuga ou horários de circulação de criminosos auxiliam diretamente no planejamento das ações policiais na Baixada Fluminense.

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