Tiroteio em Itaboraí deixa duas mulheres feridas no Apollo II

Duas mulheres foram atingidas por balas perdidas durante um tiroteio no bairro Apollo II, em Itaboraí, no domingo (1º). O confronto armado na Estrada Velha de Guaxindiba assustou quem passava pela rua e alterou a rotina dos moradores da região.

Confronto entre PM e criminosos deixa pedestres feridas em Itaboraí

Segundo a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, uma equipe do 35º BPM (Itaboraí) realizava um patrulhamento de rotina pela Estrada Velha de Guaxindiba quando tentou abordar um suspeito. O homem fugiu a pé ao notar a aproximação dos policiais. Logo em seguida, diversos criminosos armados começaram a atirar contra a guarnição, dando início a uma troca de tiros em plena via pública.

Após o término dos disparos, os agentes encontraram Jhenifer Ananda Maria da Silva ferida na panturrilha direita. Ela recebeu os primeiros socorros da própria guarnição militar e foi colocada dentro da viatura para ser levada com urgência ao pronto-socorro. Mais tarde, os policiais apreenderam no local do confronto uma mochila contendo drogas, um rádio transmissor e uma quantia em dinheiro em espécie.

O que já se sabe sobre o estado de saúde das vítimas

As duas pedestres feridas no tiroteio deram entrada no Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), localizado no bairro Colubandê, em São Gonçalo, unidade de referência no atendimento a traumas graves na Região Metropolitana. Jhenifer Ananda Maria da Silva teve o ferimento na perna tratado pela equipe médica e recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira (2).

A segunda vítima foi identificada como Franciane Oliveira Nogueira, que chegou ao hospital socorrida por familiares em um carro particular. De acordo com relatos de testemunhas à polícia, ela estava na calçada quando criminosos dispararam novamente contra a viatura da PM que transportava a primeira vítima socorrida. Um dos tiros atingiu Franciane pelas costas.

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informou que Franciane foi internada em estado grave e chegou a apresentar risco de perda dos movimentos das pernas (paraplegia). Contudo, após intervenções cirúrgicas e cuidados intensivos na unidade, o quadro clínico dela evoluiu para estável nesta segunda-feira, permanecendo em observação.

Quem responde por isso e como está a investigação

O caso foi registrado na 71ª DP (Itaboraí), delegacia responsável pelas investigações na área central e bairros adjacentes do município. Os agentes civis recolheram o material apreendido pela PM para perícia técnica e analisam informações de testemunhas para identificar os homens armados que atacaram a guarnição e feriram as duas moradoras.

O comando do 35º BPM informou que os procedimentos operacionais padrão foram adotados e que as armas dos policiais envolvidos na ocorrência foram apresentadas para os trâmites de praxe na delegacia de polícia civil, como determina a legislação em casos de confronto armado.

Como denunciar movimentação criminosa na região

Moradores que tenham visto a ação ou saibam o paradeiro dos suspeitos envolvidos no tiroteio no Apollo II podem enviar informações anônimas aos canais oficiais de segurança pública:

  • Disque Denúncia: telefone (21) 2253-1177 (aceita chamadas gratuitas e mensagens via WhatsApp, 24 horas por dia).
  • 71ª Delegacia de Polícia (Itaboraí): Rua Doutor Mesquita, 290, Centro, Itaboraí. Telefone da distrital: (21) 3639-1698.
  • Polícia Militar (emergências): ligue 190 se flagrar confrontos ou indivíduos armados na região.

O que fazer se você foi vítima de violência armada

Pessoas que tenham sofrido danos materiais, como veículos e portões perfurados por disparos, ou familiares que precisem registrar desdobramentos de atendimentos médicos decorrentes de tiroteios devem procurar uma delegacia civil presencialmente ou utilizar a Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (dedicada a ocorrências sem vítimas fatais imediatas).

Para dar início ao processo de registro ou requerer laudos médicos do Instituto Médico Legal (IML), a vítima ou seu representante legal precisa apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência e os boletins de atendimento médico emitidos pelo Hospital Estadual Alberto Torres. Esses documentos são fundamentais para o andamento do inquérito e para pedidos de reparação e assistência social do Estado.

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