Três pessoas foram baleadas na manhã de domingo (27) durante uma celebração religiosa na rua Pedro Ernesto, no bairro da Gamboa, região central do Rio de Janeiro. As vítimas precisaram de atendimento médico de emergência e foram levadas a unidades de saúde.
Disparos em via pública interrompem celebração religiosa na Gamboa
O ataque aconteceu em plena luz do dia em uma via tradicional da Zona Portuária carioca. Pessoas que estavam no local relataram que um casal caminhava pela rua quando foi surpreendido por um criminoso armado com pistola, que abriu fogo contra as vítimas.
Equipes do 5º Batalhão de Polícia Militar (Praça da Harmonia) foram chamadas às pressas após moradores e comerciantes ouvirem os tiros. Quando chegaram à rua Pedro Ernesto, os policiais militares encontraram um homem e uma mulher feridos caídos na calçada.
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que o chamado para o socorro foi registrado às 11h24. Militares do Quartel Central atenderam uma das vítimas masculinas em estado grave, classificada como código vermelho pelo protocolo de emergência, e a levaram diretamente ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro da cidade.
A mulher atingida pelos disparos foi colocada em uma viatura da própria Polícia Militar e transportada para a mesma unidade hospitalar. Um terceiro homem, também ferido durante o episódio, buscou atendimento e deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Maré, na Zona Norte.
O que já se sabe sobre a dinâmica do crime
A Polícia Militar destacou que não realizava nenhuma operação nem atendia a outra ocorrência no local no momento dos disparos. O atirador agiu sozinho, de forma repentina, no meio do evento religioso que reunia fieis e moradores.
O estado de saúde atualizado das três vítimas não foi divulgado pela direção da rede municipal de saúde. A área passou por isolamento inicial para a coleta de cápsulas e a realização de perícia técnica pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli.
Agentes buscam câmeras de segurança instaladas no comércio e em residências da rua Pedro Ernesto para traçar a rota de fuga utilizada pelo atirador. Até o momento, a identidade do autor do crime e as motivações do ataque ainda não foram esclarecidas.
Como fica a rotina da região central
Após o episódio de violência, o comando do 5º BPM determinou o reforço das rondas na Gamboa e nas imediações da Praça da Harmonia. Viaturas realizam patrulhamento ostensivo na área para devolver a sensação de segurança a quem circula a pé ou utiliza as paradas de transporte público da região portuária.
As linhas de ônibus e os acessos das vias do entorno operam normalmente, sem bloqueios de trânsito. O comércio da região abriu as portas, embora comerciantes e trabalhadores locais relatem apreensão diante da ação criminosa ocorrida em um domingo pela manhã.
Moradores e transeuntes devem manter a atenção redobrada ao transitar pelo bairro nos próximos dias, especialmente nos cruzamentos próximos aos armazéns portuários e pontos de maior movimentação de pedestres.
Quem responde por isso e como anda o inquérito
O caso está formalmente sob a responsabilidade da 4ª Delegacia de Polícia (Praça da República). É a equipe desta unidade que conduz o inquérito para identificar o atirador e descobrir se as vítimas eram alvos planejados ou atingidas por balas perdidas.
Os investigadores já começaram a colher os depoimentos formais de testemunhas que estavam presentes no evento religioso. Familiares das três vítimas também serão ouvidos na delegacia assim que o quadro de saúde dos feridos permitir.
Quem tiver informações sobre o autor do crime pode comparecer diretamente à sede da 4ª DP, localizada na Praça da República, 197, no Centro do Rio de Janeiro. O atendimento para registros de ocorrência e apresentação de dados funciona 24 horas por dia.
Como denunciar o caso de forma anônima
A população pode ajudar a Polícia Civil a solucionar o crime sem precisar se identificar. As denúncias são essenciais para localizar o paradeiro do homem que efetuou os disparos e podem ser feitas pelos canais oficiais de colaboração comunitária:
- Telefone do Disque Denúncia: (21) 2253-1177 (atendimento 24 horas por dia).
- Ligação gratuita pelo 0300: 0300 253 1177 (para chamadas fora da capital).
- WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177.
- Aplicativo móvel: aplicativo “Disque Denúncia RJ”, disponível para download em sistemas Android e iOS.
- Emergência imediata: pelo número 190 da Polícia Militar, caso haja movimentação de pessoas armadas ou situação de risco iminente.
O sigilo é garantido por lei em todos os canais citados. Nenhuma informação sobre a identidade de quem telefona ou envia mensagens é repassada ou armazenada.















