Criminosos armados invadiram uma escola na manhã desta terça-feira (6), na Vila Sapê, em Curicica, Zona Oeste do Rio, para escapar da Polícia Militar após um tiroteio durante patrulhamento de rotina.
O grupo armado trocou tiros com policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) e correu para dentro do colégio na tentativa de despistar as viaturas. Os agentes fizeram buscas no prédio e no entorno, mas ninguém foi preso.
Invasão em colégio de Curicica assusta moradores após confronto
O tiroteio começou nas primeiras horas da manhã na comunidade da Vila Sapê, área que faz limite entre Curicica e Jacarepaguá. Uma equipe do 18º Batalhão de Polícia Militar fazia patrulhamento quando encontrou os suspeitos armados. Na abordagem, os homens atiraram contra os policiais, dando início ao confronto.
Para tentar escapar do cerco policial, os criminosos correram em direção a uma unidade de ensino do bairro e entraram no imóvel. O caso gerou pânico entre quem passava pela rua no momento em que trabalhadores e estudantes costumam circular pela região.
A Polícia Militar montou um cerco tático em volta da escola e fez varreduras nas salas e nas instalações internas. Apesar da operação rápida, os envolvidos conseguiram fugir antes de serem alcançados pelos agentes.
Até o momento, a corporação informou que não houve registro de policiais ou moradores feridos no tiroteio. As buscas continuam pelas ruas da comunidade para identificar os homens que participaram da troca de tiros.
O que já se sabe sobre o caso
A Polícia Militar confirmou a cronologia dos acontecimentos que levaram à invasão da unidade escolar em Curicica:
- Agentes do 18º BPM estavam em ronda preventiva na Vila Sapê quando avistaram homens portando armas.
- Houve troca de tiros no momento do encontro entre os suspeitos e a guarnição policial.
- O grupo correu e entrou nas dependências do colégio para despistar os policiais que vinham atrás.
- Os policiais revistaram o colégio e a área vizinha, mas nenhum suspeito acabou detido até o momento.
- Não há registro oficial de apreensão de armas ou materiais deixados para trás no local.
A polícia ainda não divulgou a identidade de nenhum dos envolvidos. Imagens e relatos de quem estava perto do local no momento da invasão devem ajudar a Polícia Civil a traçar a rota de fuga do grupo.
Histórico recente de criminosos usando escolas na Zona Oeste
O episódio desta terça-feira repete uma tática que já foi vista em outros pontos da Zona Oeste da capital. Em agosto deste ano, um homem armado com fuzil invadiu a Escola Municipal Frei Gaspar, na comunidade Pombo Sem Asa, em Vargem Grande, durante ação do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes).
Naquela ocasião, o homem entrou no colégio, largou o fuzil e colocou um uniforme de merendeiro para tentar se passar por funcionário da cozinha. Os policiais que faziam o cerco conseguiram identificar o suspeito, que acabou preso em flagrante dentro da unidade escolar.
A invasão de prédios públicos, em especial unidades de ensino e de saúde, costuma ser usada por bandidos encurralados para tentar dificultar a reação das tropas de segurança, colocando em risco profissionais e a população local.
Como fica a rotina da região
O policiamento foi reforçado nas vias de acesso à Vila Sapê e nos principais corredores de Curicica. Moradores que utilizam linhas de ônibus que passam pelas imediações devem ficar atentos à movimentação das viaturas ao longo do dia.
O comércio local opera em alerta, acompanhando a circulação das forças de segurança. Pais e responsáveis que buscam alunos em escolas da região foram orientados a monitorar avisos oficiais da direção das unidades sobre o funcionamento do turno da tarde.
A orientação das autoridades é evitar aglomerações e buscar abrigo em locais fechados caso novos disparos sejam ouvidos nas proximidades das comunidades vizinhas.
Como denunciar
A população pode ajudar as forças de segurança a identificar os criminosos que invadiram a unidade e participaram do confronto em Curicica. O repasse de informações é fundamental para orientar novas operações do batalhão da área.
O canal oficial para denúncias anônimas no estado é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro:
- Telefone e WhatsApp: (21) 2253-1177.
- O atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
- O sigilo é absoluto e o denunciante não precisa dizer o nome nem qualquer dado pessoal.
Em casos de emergência imediata ou se moradores visualizarem pessoas armadas nas ruas do bairro, a indicação é acionar diretamente o número 190 da Polícia Militar.
Quem responde por isso
O patrulhamento ostensivo na área de Curicica é de responsabilidade do 18º Batalhão de Polícia Militar (Jacarepaguá), que coordena o cerco na região. O comando da unidade informou que mantém equipes atentas a movimentações suspeitas na Vila Sapê.
A investigação criminal sobre a tentativa de homicídio contra os agentes e a invasão do prédio fica a cargo da delegacia da Polícia Civil que atende a região de Jacarepaguá. O caso segue sob apuração para identificar os membros da quadrilha armada.














