A Suzy Camacho, ex-atriz da Globo e atual psicóloga, foi indiciada pela Polícia Civil de São Paulo por supostamente ter desviado R$ 42 milhões do ex-marido, o empresário Farid Curi, que morreu em 2022 aos 85 anos. A investigação aponta que ela teria se aproveitado do estado de saúde fragilizado do ex-companheiro para realizar transferências e apropriações indevidas de parte do patrimônio dele nos últimos anos de vida.
Segundo o inquérito conduzido pela polícia, Suzy teria violado dois artigos do Estatuto do Idoso: o 102, que trata de apropriação ou desvio de bens de pessoa idosa, e o 107, que trata de abandono ou negligência. Os valores atribuídos ao desfalque chegam a mais de R$ 42,2 milhões. Ela agora responde formalmente como ré pelos crimes.
O casamento entre Suzy e Farid foi oficializado em 2013, quando o empresário tinha 70 anos. Por isso, a união foi firmada sob o regime de separação total de bens. Ainda assim, após a celebração, os filhos do empresário acusaram a madrasta de afastá-lo da família, controlar sua medicação e restringir seu contato com outras pessoas.
A defesa de Suzy nega todas as acusações e afirma que ela é vítima de uma armação por parte dos filhos do empresário. O advogado Luiz Flávio Borges D’Urso classificou o relatório final da polícia como uma “peça de ficção científica” e alegou que o inquérito tem conteúdo ilegal, incluindo informações do Coaf acessadas sem autorização judicial.
Além disso, D’Urso alega que o inquérito foi parcial, pois teria ignorado provas e depoimentos apresentados pela defesa e se baseado apenas na narrativa dos filhos de Farid. Ele também ressaltou que há registros de investigações contra os herdeiros, que teriam sido omitidos do inquérito atual.
“Suzy Camacho confia na Justiça, que haverá de restabelecer a verdade e declarar sua inocência”, afirmou a defesa em nota.
Suzy, que ficou conhecida por papéis de destaque em novelas como Brega e Chique, O Profeta e A Viagem, se afastou da carreira artística nos últimos anos para se dedicar à psicologia. O caso ainda está em fase de investigação e, por ser decisão de primeira instância, a ex-atriz pode recorrer.














