Suspeito de matar PM foge após drible na ‘saidinha’ e é procurado

Um homem condenado pela Justiça e apontado como envolvido no assassinato de um policial militar em 2019 é considerado foragido após não voltar da saída temporária do Dia das Crianças. O Disque Denúncia espalhou cartaz para tentar recapturá-lo.

Foragido não se apresentou ao fim da saída temporária e perdeu benefício

O foragido é Elias Junior Oliveira Zamluti Soares, de 45 anos, conhecido pelo apelido de Juninho Bocão ou Júnior. Ele cumpria pena no regime semiaberto e recebeu autorização judicial para a Visita Periódica ao Lar, benefício conhecido popularmente como a “saidinha”. A data limite para o retorno ao presídio era o dia 15 de outubro, mas o homem não se apresentou à administração penitenciária.

Com o descumprimento das regras, a Justiça determinou o cancelamento imediato de todas as regalias concedidas ao detento. Um novo mandado de prisão foi expedido contra Elias, com validade prevista de oito anos. A ordem de captura decorre de uma condenação a sete anos de prisão por crime de roubo, pena que ele vinha cumprindo antes de abandonar a unidade prisional.

A fuga mobilizou forças de segurança do Rio de Janeiro. A Divisão de Buscas e Recapturas, conhecida como Recap, passou a atuar em conjunto com o Disque Denúncia na tentativa de fechar o cerco contra o condenado. A polícia reforça que o homem tem histórico antigo de passagens pelo sistema prisional e representa perigo para a população.

O que já se sabe sobre o crime contra o policial militar?

O crime que liga o nome de Elias ao homicídio ocorreu em setembro de 2019, na Rodovia Presidente Dutra, nas proximidades do município de Resende, no Sul Fluminense. A vítima foi o 2º sargento Alexandre Balbino Silva, de 44 anos, que na época era lotado no 37º Batalhão de Polícia Militar, sediado na Ilha do Governador, na capital fluminense.

Segundo o inquérito policial, o sargento havia parado o veículo em um posto de combustíveis às margens da rodovia federal. O militar comprou um café na loja de conveniência e retornou para abastecer o automóvel quando três homens armados chegaram ao local em um carro modelo Honda Civic. Os assaltantes anunciaram a investida criminosa contra o estabelecimento e os clientes.

O sargento reagiu e atirou na direção dos assaltantes. No confronto, o agente de segurança acabou baleado gravemente e não resistiu aos ferimentos provocados pelos disparos. Os bandidos escaparam do local levando a arma de fogo do policial militar. No dia seguinte ao assassinato, um dos apontados na ação, identificado como Abramo Barbosa Vieira Goulart, morreu em um tiroteio com policiais militares na Fazenda da Barra III.

Outro suspeito, apelidado de “Branquinho” e apontado como chefe do tráfico local, foi capturado em outubro daquele ano em Jardim Aliança II. As apurações indicaram que o grupo também manteve conexões com Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, durante o período de fuga após a morte do sargento.

Quem responde por isso e qual é o histórico do foragido?

Elias acumula uma série de entradas e saídas do sistema penal do estado do Rio de Janeiro desde 2010. Naquele ano, foi detido inicialmente por roubo majorado e por infringir artigos do Estatuto do Desarmamento, que tratam do porte e posse irregular de armamentos. Ele obteve liberdade condicional no mês de setembro de 2014, voltando a ser detido em 2016, quando conseguiu soltura por meio de habeas corpus.

Pelo envolvimento apurado no caso do sargento Alexandre Balbino, a polícia prendeu Elias em outubro de 2019. Contudo, uma decisão da Justiça revogou a prisão preventiva dele em junho de 2021. Elias só voltou para a cadeia em dezembro de 2023, após os agentes localizarem seu paradeiro a partir de repasse anônimo recebido pela central do Disque Denúncia. A ordem partira da 2ª Vara Criminal de Resende.

A investigação do caso e as ações de recaptura ficam a cargo das delegacias da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e de batalhões da PM, além de equipes especializadas de inteligência penitenciária e do setor de recapturas da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

Como denunciar o paradeiro do foragido?

Quem tiver qualquer informação sobre o esconderijo de Elias Junior Oliveira Zamluti Soares pode entrar em contato diretamente com as autoridades sem precisar se identificar. A denúncia ajuda a retirar criminosos de circulação e dá segurança a bairros da Baixada, da capital e do interior.

Os canais de atendimento oficial aceitam denúncias anônimas em qualquer horário do dia ou da noite:

  • Telefone do Disque Denúncia do Rio: (21) 2253-1177 (funciona 24 horas por dia);
  • Atendimento via mensagem de texto e WhatsApp: (21) 2253-1177;
  • Aplicativo móvel: “Disque Denúncia RJ”, disponível para download em sistemas de celular;
  • Atendimento de urgência e emergência militar: ligue 190 para falar direto com a Polícia Militar.

Como fica a segurança na região e o que muda na rotina?

O patrulhamento das rodovias e das saídas para cidades vizinhas segue com vigilância ampliada pela Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal. Para o trabalhador e morador do Sul Fluminense e da Baixada Fluminense, a orientação é manter atenção redobrada em pontos de comércio de beira de pista, como postos de combustíveis e lojas de conveniência.

Motoristas que utilizam a Rodovia Presidente Dutra e vias de acesso regional podem notar blitze pontuais nos próximos dias. Caso note movimentação de pessoas armadas ou atitudes suspeitas, a população deve evitar confrontos diretos e buscar abrigo imediatamente antes de avisar os órgãos de segurança pública pelo telefone 190.

Limpatech