A Polícia Civil prendeu em Resende, no Sul Fluminense, um homem suspeito de invadir uma residência em Minas Gerais, amarrar uma mulher e fugir levando R$ 11 mil em dinheiro vivo.
A prisão aconteceu após cruzamento de dados de inteligência entre as corporações dos dois estados. O mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça mineira foi cumprido sem troca de tiros no município fluminense.
Ação interestadual localiza foragido da Justiça em Resende
O caso teve início no estado de Minas Gerais, onde o crime foi registrado. De acordo com os registros policiais, o homem entrou no imóvel residencial, rendeu a moradora e usou cordas para mantê-la amarrada enquanto revirava os cômodos. Sob constantes ameaças, o autor exigiu valores guardados na residência, conseguindo fugir com a quantia de R$ 11 mil em espécie.
Após o crime, o suspeito deixou o território mineiro na tentativa de despistar a ação dos investigadores. Ele escolheu como esconderijo o município de Resende, situado no Vale do Paraíba fluminense, região que faz divisa estratégica com o território mineiro e paulista por meio da rodovia Presidente Dutra (BR-116).
A localização do investigado ocorreu graças à troca contínua de relatórios de inteligência entre a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Agentes fluminenses identificaram o endereço onde ele estava escondido e montaram o cerco para efetuar a captura de forma segura, evitando riscos a vizinhos e transeuntes.
O que já se sabe sobre a investigação
O suspeito era formalmente considerado foragido desde a expedição da ordem judicial pela comarca mineira onde ocorreu o assalto. As investigações apuravam crimes de roubo majorado pela restrição de liberdade da vítima e pelo concurso de pessoas, caso outros envolvidos venham a ser formalmente identificados.
Com a detenção em solo fluminense, o homem foi conduzido inicialmente para a delegacia de polícia da região de Resende. Ele passou pelos trâmites padrão de custódia, incluindo exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) do município, procedimento obrigatório para atestar a integridade física de presos sob custódia do Estado.
O investigado permanece à disposição da Justiça do Rio de Janeiro até que sejam concluídos os trâmites burocráticos para sua transferência ao sistema prisional de Minas Gerais. O processo de recambiamento de presos entre unidades da federação depende de autorização do Poder Judiciário e coordenação das secretarias de administração penitenciária.
Quem responde pelo caso
A ordem de prisão foi expedida pela Justiça de Minas Gerais com base no inquérito instaurado pela Polícia Civil daquele estado. No Rio de Janeiro, o cumprimento da determinação envolveu agentes das delegacias locais da região do Médio Paraíba, responsáveis pelo patrulhamento investigativo e captura de procurados em Resende.
As autoridades continuam apurando se o homem contou com suporte de comparsas para obter moradia provisória ou renda enquanto esteve escondido no interior fluminense. Se houver indícios de favorecimento pessoal praticado por moradores da região, novos depoimentos poderão ser colhidos pelos delegados responsáveis.
Como denunciar foragidos e atividades suspeitas
A colaboração da população é um dos principais canais para a captura de criminosos que fogem de outros estados e tentam se abrigar em municípios do Rio de Janeiro. Informações sobre esconderijos, movimentações atípicas e paradeiro de procurados podem ser enviadas de forma anônima.
O principal canal do estado é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro, que atende pelo telefone (21) 2253-1177, com funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana. O serviço garante o anonimato absoluto do denunciante e repassa as coordenadas diretamente aos setores de inteligência das polícias.
Quem preferir pode encaminhar denúncias pelo aplicativo oficial “Disque Denúncia RJ” ou pelo WhatsApp do serviço, no número (21) 98849-6099. Já para situações de emergência que exijam intervenção imediata de viaturas em vias públicas, a orientação é ligar diretamente para o telefone 190 da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
O que fazer em caso de assalto com violência
Vítimas de crimes violentos, como invasão domiciliar e retenção de liberdade, devem priorizar a preservação da própria vida durante a ação criminosa. Especialistas em segurança orientam evitar confrontos físicos ou reações intempestivas quando o autor estiver armado ou em posição de domínio.
Assim que o perigo passar e for possível conseguir socorro, a vítima deve acionar imediatamente as autoridades pelo 190 para que rondas de cerco sejam realizadas nas imediações. Na sequência, é fundamental comparecer à delegacia de polícia civil mais próxima para registrar o boletim de ocorrência presencial, relatando detalhes como características físicas, vestimentas, sotaque e eventuais veículos utilizados na fuga.
O registro formal da ocorrência garante que os peritos criminais possam recolher impressões digitais e eventuais vestígios deixados no local do fato. Esses elementos técnicos são indispensáveis para comprovar a autoria perante os tribunais e viabilizar ordens de prisão contra os envolvidos.














