Uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas foi interditada na noite desta sexta-feira (10) na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo agentes da Subprefeitura da Grande Tijuca, o local produzia e armazenava cervejas e destilados sem qualquer tipo de rastreio, registro ou autorização sanitária. O espaço funcionava no andar superior de um bar localizado na Rua Dona Zulmira.
Durante a operação, as equipes apreenderam dois maquinários usados na produção de cerveja artesanal, cerca de 280 garrafas de cerveja, um barril de 50 litros e diversos outros equipamentos utilizados na fabricação e envase das bebidas.
A ação contou com a participação da Vigilância Sanitária, da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e da Guarda Municipal, que chegaram ao local após denúncias de moradores e um trabalho de investigação realizado pela própria subprefeitura.
O subprefeito da Grande Tijuca, Higor Gomes, destacou a importância da operação. “Em plena crise do metanol, através de denúncias e levantamento da Secretaria de Ordem Pública, estouramos uma fábrica de cervejas clandestina e de batidas sem rastreio e sem cadastro do Ministério da Agricultura. Todo material foi apreendido”, afirmou.
Crise nacional do metanol
A interdição ocorre em meio à crescente crise de intoxicação por metanol registrada em diversas regiões do país. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil soma 29 casos confirmados de intoxicação causada por bebidas adulteradas — sendo 25 em São Paulo, três no Paraná e um no Rio Grande do Sul.
A pasta informou ainda que 217 notificações seguem em investigação, e os casos reforçam o alerta para o consumo de produtos sem origem comprovada. O Rio de Janeiro já contabiliza três suspeitas em análise.
As autoridades recomendam que os consumidores verifiquem sempre a procedência das bebidas e denunciem estabelecimentos suspeitos. O objetivo é conter o avanço de produtos ilegais que colocam em risco a saúde da população.














