STF rejeita pedido de liberdade e mantém prisão de policial penal acusado de homicídio

Câmeras de segurança flagraram a chegada dos criminosos na casa do mecânico

O STF rejeita pedido de liberdade e mantém a prisão de Aladim Silva Fagundes, policial penal acusado de participação em homicídio qualificado e tentativa de homicídio, ocorridos em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A decisão foi tomada por unanimidade pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, com relatoria da ministra Cármen Lúcia.

O caso ganhou repercussão em setembro de 2024, quando Aladim e o vigilante Harley de Libero Carlos foram presos sob acusação de matar o mecânico Helton Romão de Souza, em 7 de julho daquele ano. O crime, conforme a denúncia da Polícia Civil, foi motivado por um desacordo comercial entre a vítima e os acusados.

De acordo com as investigações, o homicídio foi executado a tiros e a vítima foi atingida a curta distância. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada dos criminosos à casa de Helton, onde entraram e retornaram ao carro em seguida. A ação também envolveu uma tentativa de homicídio contra outra pessoa.

A defesa de Aladim pediu a liberação do acusado, alegando excesso de prazo na prisão preventiva, o que, segundo os advogados, configuraria constrangimento ilegal. No entanto, a ministra Cármen Lúcia, ao analisar o recurso, afastou a tese de excesso de prazo, destacando que o processo está dentro de parâmetros razoáveis, dada a complexidade do caso e a quantidade de réus envolvidos.

A decisão do STF também levou em consideração a gravidade do crime e a periculosidade dos acusados. Segundo o Supremo, a manutenção da prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública, proteger a vítima sobrevivente e assegurar o regular andamento da instrução criminal.

Além das prisões, a Polícia apreendeu três armas de fogo e munições com os acusados durante as diligências. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que continua apurando os detalhes do homicídio e da tentativa de homicídio.

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