O serviço militar feminino entrou na fase de seleção complementar nesta segunda-feira (12), marcando a etapa final do processo de ingresso voluntário nas Forças Armadas. De acordo com o Ministério da Defesa, o prazo segue até 20 de fevereiro em todo o país, com datas que variam conforme o cronograma de cada Força.
Em nota oficial, o ministério destacou que a iniciativa conjunta da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira é inédita e representa um marco na ampliação da participação feminina nas fileiras militares. O processo busca selecionar voluntárias para a formação inicial, respeitando critérios técnicos e físicos.
Segundo a pasta, durante a seleção complementar serão realizados novos exames clínicos e entrevistas, além da avaliação de atributos técnicos e do preparo físico, considerados requisitos básicos para a formação militar. As convocadas devem acompanhar a programação diretamente na unidade da Força para a qual foram designadas, por meio do site oficial do alistamento.
O Ministério da Defesa ressaltou que, após o ato oficial de incorporação, o serviço militar passa a ser de cumprimento obrigatório, conforme a legislação vigente. Homens e mulheres incorporados não possuem estabilidade no serviço militar, seguindo as mesmas regras previstas em lei.
Incorporação
A previsão do ministério é que, em 2026, a incorporação das mulheres selecionadas ocorra em dois períodos: de 2 a 6 de março e de 3 a 7 de agosto. Na Marinha, as militares ingressarão como marinheiro-recruta. Já no Exército e na Força Aérea, a incorporação será no posto de soldado, com os mesmos direitos e deveres atribuídos aos homens.
Inicialmente, estão sendo oferecidas 1.467 vagas, distribuídas entre as três Forças: 157 para a Marinha, 1.010 para o Exército e 300 para a Força Aérea. As oportunidades abrangem 51 municípios, em unidades militares localizadas em 13 estados e no Distrito Federal.
Serviço militar obrigatório
Dados oficiais apontam que, em 2025, o alistamento militar superou a marca de 1 milhão de inscritos em todo o país. Desse total, cerca de 34 mil foram inscrições de mulheres voluntárias para o serviço militar feminino. No alistamento masculino, que é obrigatório, foram registrados mais de 1 milhão de jovens.
O Ministério da Defesa destaca que o alistamento é fundamental para a renovação anual dos efetivos das Forças Armadas, garantindo a formação de recursos humanos qualificados e a manutenção de uma reserva estratégica para eventual mobilização nacional.














