O ator Sergio Hondjakoff, de 42 anos, foi acusado de importunação sexual e racismo por colegas de confinamento durante uma dinâmica na noite desta segunda-feira (28). O participante recebeu dez apontamentos diretos dos outros competidores da atração televisiva.
Entenda as acusações contra Sergio Hondjakoff no confinamento
O clima pesou durante uma atividade ao vivo transmitida pelo programa. Na dinâmica em que os competidores deveriam lavar roupa suja e expor incômodos do cotidiano, Hondjakoff acabou se tornando o principal alvo da casa. A influenciadora Ana Bruna, de 30 anos, relatou ter sido vítima de um comportamento inadequado e constrangedor nas primeiras horas do dia.
Segundo o depoimento da influenciadora, o ator teria aproveitado um momento de cumprimento para encostar as partes íntimas nela. Ana Bruna afirmou que Sérgio estava apenas de roupa de baixo quando pediu um abraço e forçou uma aproximação física desconfortável. Ela disse que acreditava na inocência dele no início, mas mudou de postura após perceber a intenção do gesto.
Além da acusação de cunho sexual, o ator também virou alvo de críticas duras sobre discriminação. O modelo Rikardo Negro, de 36 anos, confrontou Sérgio afirmando ter sido vítima de comentários preconceituosos sobre a sua cultura e ancestralidade. Durante a discussão, Rikardo lembrou que o ator usou frases depreciativas ligadas à cultura afro-brasileira e à Bahia.
O participante Murilo Dias também engrossou as queixas e relembrou o uso de termos ofensivos direcionados a ele em atividades passadas. Murilo exigiu explicações do ator sobre ter sido chamado de “pangaré baiano”, apontando preconceito regional e racial velado na expressão.
A resposta do ator diante dos colegas
Após ouvir os relatos sucessivos dos peões no confinamento, Sergio Hondjakoff tentou amenizar o impacto das acusações. O artista pediu desculpas públicas a todas as mulheres presentes e admitiu que comete equívocos ao longo da rotina diária.
O ator declarou que nunca teve a intenção deliberada de praticar xenofobia ou racismo contra os demais participantes do reality show. A emissora Record TV foi procurada para esclarecer possíveis punições ou medidas disciplinares, mas não divulgou posicionamento oficial até o fechamento da reportagem.
O que diz a lei sobre importunação sexual e injúria racial
Importunação sexual e racismo são crimes previstos no Código Penal brasileiro e não dependem do local onde acontecem, valendo inclusive para programas transmitidos na televisão. A importunação sexual envolve qualquer ato de conotação sexual praticado contra a vontade de uma pessoa, sem que haja consentimento explícito.
A legislação federal equiparou recentemente a injúria racial ao crime de racismo, tornando a ofensa verbal motivada por raça, cor, etnia ou procedência nacional um delito inafiançável e imprescritível. Qualquer cidadão que presencie esses atos tem direito legal de pedir apuração policial e amparo perante as autoridades competentes.
O que fazer se você foi vítima
Qualquer pessoa que passe por episódios de violência contra a mulher, importunação ou constrangimento tem o direito de procurar atendimento imediato nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM). No Estado do Rio de Janeiro, o registro da ocorrência pode ser feito presencialmente ou pela internet por meio da Delegacia Online da Polícia Civil.
Para situações de preconceito e racismo, as delegacias distritais de bairro realizam o registro de boletim de ocorrência de forma imediata. A vítima deve levar documento com foto, relatos detalhados, nomes de eventuais testemunhas e provas que ajudem na apuração do caso pela autoridade policial.
Como denunciar
Para denunciar episódios de assédio, racismo ou qualquer tipo de violação de direitos, o cidadão do Rio de Janeiro pode ligar para a Central de Atendimento à Mulher pelo telefone 180, que funciona diariamente em regime ininterrupto de plantão.
Outro canal disponível é o Disque Denúncia estadual, que atende no telefone 2253-1177, com garantia de sigilo total e atendimento em tempo integral. Informações anônimas sobre irregularidades também podem ser enviadas por meio do aplicativo oficial da instituição ou pela plataforma digital do órgão.














