No dia em que celebrará seu aniversário de 50 anos de fundação, 20 de março, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) promove uma edição especial do seminário “Memória Popular: histórias e personagens inesquecíveis das eleições no Rio”, a partir das 10h. O encontro será realizado no Grande Hall do Palácio da Democracia, prédio histórico que, desde julho de 2024, abriga a sede da Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro.
O encontro será aberto pelo presidente do TRE-RJ, desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, e reunirá especialistas reconhecidos de diferentes áreas, para abordar aspectos distintos da história das eleições.
Um dos historiadores mais conhecidos e respeitados do país, Daniel Aarão Reis, estudioso da Ditadura Militar, com obras de referência sobre o assunto e professor de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF), fará uma apresentação sobre o tema “Como eram as eleições durante a ditadura militar até 1982′.
Cientista político e professor de Ciências Sociais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Christian Edward Lynch, organizador do livro “Rio 2º Distrito Federal”, abordará o tema “Impactos contemporâneos da fusão entre Guanabara e Rio de Janeiro”.
Fundadora da agência Lupa, maior plataforma de checagem de fatos do Brasil e uma das profissionais pioneiras do segmento no território nacional, a jornalista Cristina Tardáguila debaterá “O que aprendemos em dez anos de checagem de fatos nas eleições”.
Jornalista e pesquisador de Carnaval, Aydano André Motta abordará o tema “O Carnaval como passarela dos enredos de protesto”.
Realizado pela Coordenadoria de Comunicação Social e idealizado pela Seção de Campanhas e Mídias Sociais (Secamp), o seminário chega à segunda edição buscando aprofundar o conhecimento sobre a história das eleições do Rio de Janeiro.
“As eleições são influenciadas pelos ambientes em que são realizadas. Debater a história das eleições do Rio envolve resgatar a história do local onde ela acontece. E demanda recuperar uma cultura de reflexão regional, para compreensão adequada dos cenários e dos episódios interessantes, às vezes até folclóricos, que ocorrem no período eleitoral. A informação correta, a verdade e o conhecimento histórico contribuem para que o eleitor possa sempre fazer a melhor escolha com base na própria consciência”, explica Salles.
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