Familiares e amigos se despediram, na tarde deste sábado, do sargento da Marinha Yuri Cardoso Dias Barreto, de 38 anos, sepultado no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio. O militar foi assassinado a tiros durante um ataque criminoso a uma oficina de motos no bairro Olinda, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, no fim da tarde da última quinta-feira.
A cerimônia de despedida reuniu centenas de pessoas e contou com homenagens prestadas por companheiros de farda da Marinha do Brasil. Yuri era casado, deixa dois filhos e recebia o carinho de amigos pelo carisma e pela dedicação ao esporte. Ele frequentava há mais de duas décadas uma academia de jiu-jitsu e também era torcedor apaixonado pelo Vasco da Gama. Colegas de farda e familiares acompanharam o cortejo tomados por forte comoção.
Como aconteceu o ataque a tiros na oficina em Nilópolis
O crime ocorreu na Avenida Roberto Silveira, no bairro Olinda, em um ponto movimentado perto da estação de trem de Nilópolis. De acordo com testemunhas, criminosos armados com fuzis passaram em um veículo e dispararam diversas vezes contra as pessoas que estavam na porta da oficina de motocicletas.
Yuri tinha ido ao local apenas para resolver um problema mecânico em sua moto. O sargento aguardava o atendimento de um funcionário do estabelecimento quando foi atingido pelos disparos. Ele não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no próprio local. Uma segunda vítima, identificada como Antônio José Torres Guimarães, também foi atingida durante o tiroteio, chegou a ser socorrida para uma unidade de saúde da região, mas não resistiu.
A Marinha do Brasil confirmou em nota oficial o falecimento do segundo-sargento. O comando da instituição informou que destacou uma equipe de profissionais para prestar todo o suporte necessário à família, incluindo atendimento psicológico, religioso e assistência social neste momento de dor.
O que a polícia investiga e onde denunciar
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense assumiu o caso e realiza diligências para identificar a autoria e a motivação do ataque. Os investigadores buscam imagens de câmeras de segurança instaladas ao longo da Avenida Roberto Silveira e no entorno da estação de trem de Nilópolis para mapear a rota de fuga do veículo usado pelos atiradores.
Qualquer informação que ajude a Polícia Civil a localizar os envolvidos no crime pode ser repassada de forma totalmente anônima. A população pode colaborar diretamente pelo telefone do Disque Denúncia no número 2253-1177, que funciona 24 horas por dia. O atendimento também é feito pelo aplicativo do serviço ou pelo WhatsApp de atendimento do órgão.
Como fica a rotina dos moradores na região do crime
O ataque em plena luz do dia e em uma área comercial movimentada assustou quem mora e trabalha perto da estação de trem de Olinda. Apesar do susto, a circulação dos trens da SuperVia e a operação das linhas de ônibus que cortam a Avenida Roberto Silveira seguiram normais ao longo do dia, sem interrupção no transporte público.
O comércio da região funciona normalmente, mas os moradores cobram o reforço do policiamento Ostensivo. O 20º Batalhão de Polícia Militar, responsável do patrulhamento no município de Nilópolis, informou que intensificou as rondas nas imediações do bairro Olinda para garantir a segurança da população local.
Como solicitar apoio e registrar ocorrências de violência
Moradores e trabalhadores que presenciarem situações de risco na Baixada Fluminense devem acionar imediatamente a Polícia Militar por meio do telefone 190. Para o registro de ocorrências presenciais na região de Nilópolis, a população pode procurar a 57ª DP (Nilópolis), localizada no centro do município.
Caso a vítima ou testemunha precise fazer um boletim de ocorrência de crimes sem violência física imediata ou furto, o procedimento pode ser feito pela internet, na Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Em casos de urgência com feridos, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo número 193 ou o SAMU pelo 192.















