A Prefeitura de São Gonçalo realiza a segunda etapa da campanha de vacinação antirrábica gratuita para cães e gatos. A imunização acontece em postos volantes espalhados por bairros da cidade para proteger os animais contra a raiva.
Imunização gratuita de animais na segunda fase da campanha
A ação é organizada pela Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo, por meio do Departamento de Vigilância Ambiental. O objetivo central desta nova rodada de imunização é descentralizar os pontos de atendimento e facilitar o acesso de quem mora longe do Centro da cidade.
A vacina é a única forma eficaz de proteger os bichos e a população contra a raiva, uma doença viral grave transmitida pela saliva de animais infectados. Ela não tem cura e pode ser transmitida para seres humanos por meio de mordidas, arranhões ou lambidas em feridas abertas.
Os postos volantes atendem das 9h às 16h em escolas municipais, praças e unidades de saúde designadas para o circuito desta fase. Para que a vacina seja aplicada com segurança, equipes de agentes de controle de zoonoses e veterinários atuam diretamente nos locais montados.
Quem pode ser vacinado nesta etapa
Todos os cães e gatos a partir de três meses de idade que estejam com a saúde em dia podem receber a dose. Fêmeas prenhes ou que estejam amamentando filhotes não devem ser imunizadas neste momento, devendo aguardar o término do período de lactação.
Animais debilitados, doentes, que apresentem febre, diarréia ou que estejam passando por tratamentos pós-cirúrgicos recentes também precisam esperar a recuperação completa para serem protegidos.
Quem vacinou o bichinho há menos de um ano não precisa reaplicar a vacina agora. A imunização contra a raiva tem validade de doze meses e precisa de reforço apenas uma vez por ano para garantir a barreira de segurança.
Cuidados no transporte do animal até o posto
Para evitar brigas e fugas durante o atendimento, o tutor precisa adotar algumas medidas simples no trajeto até o ponto de vacinação. Os cães devem ser levados obrigatoriamente com coleira e guia, conduzidos sempre por um adulto com força suficiente para segurar o animal.
No caso de cães de grande porte, temperamento agressivo ou raças como pitbull, rottweiler e dobermann, o uso de focinheira é obrigatório por lei durante a permanência na fila. Já os gatos devem ser levados em caixas de transporte apropriadas ou, na falta delas, em caixas de papelão ventiladas e bem fechadas.
Gatos enrolados apenas em toalhas, lençóis ou no colo podem se assustar com o barulho da rua e de outros cães, fugir e se perder no trajeto. Manter a calma na fila também ajuda a deixar os animais menos estressados no momento da injeção.
O que levar e como funciona o atendimento
O atendimento é feito inteiramente por ordem de chegada, sem necessidade de agendamento prévio na rede municipal. O responsável pelo bicho deve ter mais de dezoito anos e apresentar um documento de identidade com foto na mesa de cadastro.
Se tiver em casa, o tutor deve levar a carteira de vacinação do animal para que o agente anote o lote e a data de validade da dose aplicada. Caso não tenha o cartão, a equipe entrega um comprovante oficial de vacinação na hora, que deve ser guardado para os anos seguintes.
É proibido distribuir vacinas para aplicação em casa. Por determinação do Ministério da Saúde, a substância precisa ser mantida em caixas térmicas com controle rígido de temperatura e ser aplicada exclusivamente por profissionais treinados nos postos autorizados.
O que fazer em caso de acidente com animal suspeito
Se uma pessoa for mordida ou arranhada por um cão ou gato de rua, a primeira atitude imediata é lavar o machucado com água corrente e sabão em abundância por vários minutos. Essa medida retira parte da saliva do animal e diminui o risco de infecções graves.
Em seguida, a vítima deve procurar imediatamente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima ou o posto de saúde de referência do bairro. Caberá ao médico avaliar a gravidade da lesão e indicar se há necessidade de soro antirrábico ou vacina humana pós-exposição.
Sempre que for possível fazer com segurança, deve-se observar o animal agressor por pelo menos dez dias seguidos para checar se ele apresentará sintomas de raiva, como agressividade fora do comum, salivação excessiva ou recusa de água e comida. Informações sobre animais com suspeita da doença em São Gonçalo podem ser passadas diretamente para a Vigilância Ambiental do município pelo telefone (21) 2604-6446.














