A Prefeitura de São Gonçalo ampliou o programa público de tratamento para pessoas com obesidade grave. A partir de agora, os pacientes contam com um novo ponto de atendimento multiprofissional no PAM Coelho, além dos serviços que já funcionam no município.
Novo polo no PAM Coelho reforça assistência a pacientes com sobrepeso severo
A expansão marca o primeiro ano da Linha de Cuidado do Sobrepeso e Obesidade (LCSO), coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo. O serviço foi planejado por nutricionistas da Área Técnica de Alimentação e Nutrição (Atan) para garantir suporte médico gratuito e contínuo a quem corre riscos sérios de saúde por causa do excesso de peso.
Antes da inauguração deste novo ponto, o cuidado para o público adulto ficava concentrado no PAM Neves. Já o atendimento para os mais jovens segue centralizado na Clínica da Criança, que fica no bairro Zé Garoto. Com a chegada da equipe ao PAM Coelho, os moradores da região ganham uma alternativa mais perto de casa para cuidar da saúde sem enfrentar longos deslocamentos.
Em todas as unidades ativas, a estrutura oferece um atendimento conjunto com médicos endocrinologistas, enfermeiros, nutricionistas, psiquiatras, educadores físicos e psicólogos. A proposta foca em uma mudança de hábitos a longo prazo, olhando tanto a saúde do corpo quanto as questões emocionais que envolvem a alimentação no dia a dia.
Quem tem direito ao tratamento especializado?
O atendimento não funciona como livre demanda na porta dos postos avançados. A triagem é bastante rigorosa e segue critérios técnicos estabelecidos pela equipe de saúde pública municipal.
Para os adultos, o programa acolhe pessoas que apresentam Índice de Massa Corporal (IMC) a partir de 40. Esse patamar é classificado pelo Ministério da Saúde como obesidade grave, nível em que aumentam muito as chances de infarto, pressão alta, diabetes tipo 2, problemas pulmonares e desgaste acelerado das articulações.
Para crianças e jovens até 16 anos, 11 meses e 29 dias, as regras são diferentes:
- Adolescentes e crianças com sobrepeso e diagnóstico comprovado de diabetes;
- Pacientes dessa faixa etária diagnosticados com obesidade, mesmo sem outras doenças associadas.
Como conseguir uma vaga pelo SUS no município?
Quem precisa de ajuda deve começar o caminho pela porta de entrada da saúde básica do município. O morador precisa procurar a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima de sua residência portando documento oficial com foto e o Cartão SUS.
Na própria USF de origem, o médico generalista ou a equipe de enfermagem avalia a altura, o peso e o histórico clínico do paciente. Se os números confirmarem o quadro de obesidade grave exigido pelo protocolo, a unidade faz o encaminhamento direto para a Linha de Cuidado nos polos especializados.
O processo é fundamental para garantir que os casos mais urgentes cheguem rápido aos consultórios do PAM Neves, PAM Coelho ou da Clínica da Criança, organizando a fila de espera da rede pública gonçalense.
Encaminhamento para cirurgia bariátrica na rede estadual
Além das orientações de rotina com nutricionistas e psicólogos, o acompanhamento serve como etapa preparatória para procedimentos mais complexos. Pacientes que atendem aos requisitos cirúrgicos podem ser incluídos no Sistema Estadual de Regulação (SER) para realizar a cirurgia bariátrica.
Durante a espera na fila do Estado, o paciente continua recebendo suporte na cidade e pode ser encaminhado a centros de referência da rede fluminense, como o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (Iede), no Rio de Janeiro. Lá são feitos exames complementares específicos enquanto a pessoa perde peso com auxílio profissional para diminuir os riscos da operação cirúrgica.














