Em dois anos, Roxy recebeu cerca de 130 mil espectadores, realizou mais de 470 apresentações, empreendimento transformou um antigo cinema de Copacabana em um case de turismo, cultura, gastronomia e entretenimento.
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Desde a reabertura, em 17 outubro de 2024, o antigo cinema Art Déco de Copacabana passou a integrar a rota de visitantes brasileiros e estrangeiros e, em menos de dois anos, conquistou dois reconhecimentos de peso: foi incluído pela TIME na lista World’s Greatest Places 2025, entre os destinos mais extraordinários do mundo, e recebeu o Travelers’ Choice 2026, do TripAdvisor, ficando entre os 10% melhores estabelecimentos e atrações da plataforma, segundo as avaliações dos próprios viajantes.
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Dois anos, 339.310 pratos servidos. Visitantes de 83 países. Os números dão a dimensão de como o Roxy deixou de ser apenas uma casa de espetáculos para se tornar uma experiência turística com projeção internacional.
A força desse alcance aparece na origem do público.
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O Roxy já recebeu visitantes de 26 estados brasileiros, 254 cidades do país e 39 municípios fluminenses, além dos turistas internacionais que chegaram de 83 países. É uma plateia que ultrapassa fronteiras e ajuda a explicar por que a casa passou a ser também uma vitrine da cultura brasileira para quem chega ao Rio. O Roxy criou um modelo de negócio, o resultado desses dois primeiros anos é um case de reinvenção. Se consolidou como um dos exemplos mais expressivos de reinvenção do entretenimento carioca. Inaugurado em antigo cinema Art Déco, o empreendimento transformou uma casa tradicional do bairro em uma operação que combina gastronomia, música, tecnologia, turismo e cultura brasileira — e que, em pouco tempo, passou a ser reconhecida também fora do país.
Mais do que contabilizar ingressos, o Roxy passou a funcionar como uma porta de entrada para diferentes experiências da cidade. O público chega para assistir ao espetáculo, mas também para jantar, conhecer a gastronomia brasileira, circular por Copacabana e consumir outros serviços ligados ao turismo. Cerca de 35% da plateia é formada por público latino-americano, enquanto iniciativas como o CARIOCAROXY aproximaram ainda mais a casa do público local.
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Um restaurante que também virou indicador de escala – A dimensão da operação aparece também à mesa. Ao longo desses dois anos, foram servidas 107.760 entradas, 122.441 pratos principais e 109.109 sobremesas. Entre os campeões de pedidos, o filé mignon lidera com 55.195 unidades, enquanto a sobremesa Textura de Chocolate soma 49.599 pedidos. Os números revelam um aspecto importante do projeto: a gastronomia deixou de ser coadjuvante e passou a integrar a experiência central oferecida pela casa.
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Essa estratégia ganhou uma nova dimensão com a chegada do Almoço Musical, lançado em 15 de agosto. A iniciativa levou para o período diurno a mesma lógica de integração entre gastronomia, cultura e entretenimento que marcou a trajetória do Roxy desde sua abertura. A casa convidou a chef Kátia Barbosa para desenvolver o menu, executado pelo chef executivo Caio Silva. São 33 opções entre entradas, petiscos, pratos principais, receitas para compartilhar, sanduíches, menu infantil e sobremesas. Aos sábados, o repertório musical fica por conta de Gui Valença; aos domingos, Camilla Marotti conduz a programação, com MPB, bossa nova e clássicos internacionais.
A experiência ainda utiliza a tela de LED de 210 metros quadrados, uma das marcas tecnológicas do empreendimento, para criar uma imersão visual com imagens do Rio de Janeiro. Na prática, o almoço amplia o tempo de funcionamento da casa e cria uma nova frente de consumo. O que começou como um dinner show passou a ocupar diferentes faixas do dia e a dialogar com públicos distintos.
De cinema a espaço multifuncional – A transformação do Roxy também pode ser medida pela quantidade de formatos que passaram a caber dentro do mesmo endereço. Desde a abertura, foram realizados 48 eventos corporativos, lançamentos, premiações e celebrações, em configurações completamente diferentes.
Um dos exemplos foi o The One Volkswagen, em agosto de 2025, que reuniu 600 convidados para o lançamento do Tera. A casa foi inteiramente personalizada com a identidade da marca, dos lanterninhas ao figurino da recepção, e a programação reuniu coquetel, apresentação dos executivos, jantar e o espetáculo Aquele Abraço, que ainda ganhou uma intervenção especial com a entrada de uma porta-bandeira carregando uma bandeira personalizada da Volkswagen.
Para a italiana Davines, empresa de cosméticos de luxo, o palco se transformou em espaço para demonstrações de cortes e coloração ao vivo, antes do jantar e do espetáculo. Já a premiação do Brasileirão, realizada pela CBF, reuniu cerca de 600 pessoas em dezembro de 2025. Outro exemplo da flexibilidade da operação foi o Prêmio Supermed, que recebeu cerca de mil convidados. O salão foi completamente reconfigurado, sem mesas e cadeiras, para receber estações de coquetel, premiação, shows de Belo e DJ Felipe Mar, além de uma apresentação de balé no tecido.
A possibilidade de transformar o espaço para cada ocasião tornou-se um dos ativos do negócio. O Roxy pode funcionar como restaurante, teatro, espaço para shows, salão de premiações, palco para lançamentos ou ambiente corporativo — sem perder sua identidade. A história desses dois anos também é marcada por uma sequência de mudanças. O projeto original nasceu em torno do Roxy Dinner Show e do espetáculo Aquele Abraço, mas a operação foi ampliada progressivamente para acompanhar diferentes hábitos de consumo. Vieram as matinês, com produções próprias como Fala Sério, Mãe – Elas Só Mudam de Endereço, inspirado na obra de Thalita Rebouças, e agora o almoço musical. As matinês retornam em 2027, enquanto o almoço passa a ocupar os fins de semana.
É essa capacidade de testar novos formatos sem abandonar a identidade original que ajuda a explicar a trajetória do empreendimento. Em vez de trabalhar com uma única experiência, o Roxy passou a operar como uma plataforma de entretenimento.
Um case que ganhou o Rio — O principal resultado desses dois anos talvez esteja justamente fora da contabilidade de ingressos. O Roxy criou um modelo no qual a casa ganha, mas a cidade também ganha. Ao atrair turistas brasileiros e estrangeiros para Copacabana, contratar artistas e profissionais locais, consumir produtos e serviços da cadeia gastronômica e de eventos e criar novas possibilidades de programação cultural, o empreendimento passou a participar de uma engrenagem maior da economia criativa carioca.
A presença de visitantes de diversos países dá outra dimensão ao projeto. Para esse público, a experiência não é apenas assistir a um espetáculo: é encontrar, em uma mesma noite, música, gastronomia, cenografia, tecnologia e referências culturais brasileiras. Para o carioca, a proposta é inversa e igualmente estratégica: oferecer uma experiência turística dentro da própria cidade, criando novas razões para voltar a um endereço tradicional de Copacabana.
“É nesse ponto que os dois anos do Roxy Dinner Show deixam de ser apenas um aniversário de uma casa de espetáculos e passam a representar um case de sucesso de reocupação, diversificação e valorização de um equipamento cultural e turístico do Rio. E, ao completar dois anos, o Roxy chega a uma nova fase: não apenas como lugar para assistir a um show, mas como destino capaz de reunir, sob o mesmo teto, turismo, gastronomia, cultura, entretenimento e negócios, define Alexandre Accioly.
Roxy Dinner Show
Funcionamento de: 4ª a Domingo
Aberta da casa: 18h30 / Pré Show: 19h15 / Jantar: a partir das 19h / Apresentação “Aquela Abraço”: 21h
Pacote Copacabana / Pacote Rio de Janeiro / Pacote Aquele Abraço
Capacidade da casa: 626 lugares
Acessibilidade















