O ex-jogador de futebol Robinho pede transferência da Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, onde cumpre pena de nove anos de prisão por estupro coletivo. O pedido foi protocolado por sua defesa junto à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e surpreendeu autoridades pelo motivo alegado: o desejo de estar mais próximo da mãe e de familiares que vivem na Baixada Santista.
Desde março de 2024, Robinho está preso após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a execução da sentença italiana em território brasileiro. Condenado definitivamente em 2022 pela Justiça da Itália, o ex-atacante cumpre pena em regime fechado por participação no abuso sexual de uma mulher albanesa em uma boate de Milão, em 2013.
A solicitação apresentada pela defesa cita o direito à convivência familiar garantido pela Lei de Execução Penal. O advogado de Robinho, José Eduardo Alckmin, argumentou que o ex-jogador tem mantido bom comportamento e que não há impedimentos legais para a transferência a uma unidade prisional mais próxima de São Vicente, sua cidade natal.
A SAP confirmou que recebeu o pedido, mas informou que a análise ainda está em andamento. A decisão depende da disponibilidade de vagas, da avaliação de segurança e do histórico disciplinar do detento. Até a conclusão do processo, Robinho permanece em Tremembé, unidade conhecida por abrigar presos de alta repercussão.
A iniciativa causou repercussão imediata nas redes sociais. Críticos classificaram o pedido como uma tentativa de obter privilégios, enquanto defensores destacaram que o contato com familiares é um direito previsto em lei. O episódio reacende o debate sobre o tratamento dado a condenados de notoriedade pública e a percepção de desigualdade dentro do sistema prisional brasileiro.
Robinho, de 41 anos, construiu carreira em grandes clubes como Santos, Real Madrid, Manchester City e Milan, além de ter defendido a Seleção Brasileira. Sua trajetória, marcada por títulos e fama, foi interrompida pela condenação, que manchou de forma definitiva sua imagem no esporte.
Enquanto o pedido de transferência segue em análise, o caso continua a despertar discussões sobre justiça, privilégio e responsabilidade — e como a lei deve ser aplicada igualmente, independentemente da história ou da popularidade do condenado.














