Roberto Justus alerta sobre golpe com IA que usa sua imagem na web

O empresário Roberto Justus alertou neste sábado sobre um golpe na internet que utiliza inteligência artificial para clonar sua imagem e voz. O material falso promove uma plataforma clandestina de investimentos financeiros e já fez vítimas.

Entenda como criminosos usam a imagem de Justus para aplicar golpes

Criminosos digitais criaram um vídeo falso, conhecido como deepfake, no qual o rosto e o tom de voz de Roberto Justus aparecem sincronizados de maneira convincente. O material simula uma recomendação oficial de aplicação financeira para atrair pessoas desavisadas em redes sociais.

O apresentador confirmou que nunca gravou qualquer anúncio para a empresa citada e acionou o Poder Judiciário assim que soube do conteúdo. Embora tenha obtido ordem judicial para remover a publicação original das redes, novas cópias continuam circulando por aplicativos de mensagens e perfis suspeitos.

Segundo Justus, seguidores relataram perdas financeiras reais após acreditarem na farsa. Ele destacou que ninguém deve realizar transferências bancárias, cadastrar dados pessoais ou clicar em links enviados junto a essas gravações manipuladas.

Como funciona o esquema da falsa plataforma de investimentos

O golpe começa com anúncios patrocinados em redes como Instagram e Facebook. O vídeo manipulado mostra a figura pública prometendo lucros rápidos e garantidos em pouco tempo.

Ao clicar no link fornecido, o internauta é direcionado para uma página falsa que simula uma corretora financeira regularizada. Nesse endereço, os criminosos solicitam depósito via Pix ou transferência sob a promessa de rendimento imediato.

Assim que o dinheiro cai na conta dos golpistas, o acesso à suposta plataforma é bloqueado ou surgem cobranças de novas taxas para permitir o saque, o que nunca acontece. Especialistas em segurança alertam que promessas de lucros fáceis e garantidos são sempre indicativo de fraude.

O que fazer se você foi vítima do golpe

Quem transferiu dinheiro para essas páginas falsas deve agir rapidamente para tentar reaver o prejuízo. O primeiro passo é registrar a ocorrência formal junto às autoridades policiais.

  • Registro online: Acesse a Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro pelo site oficial dedei.pcerj.rj.gov.br e relate a fraude detalhadamente.
  • Atendimento presencial: Moradores do Rio podem procurar a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, localizada na Cidade da Polícia, na Rua São Francisco Xavier, 940, no Jacarezinho, ou a delegacia de bairro mais próxima.
  • Notificação bancária: Entre em contato imediatamente com o Serviço de Atendimento ao Consumidor do seu banco e solicite a abertura do Mecanismo Especial de Devolução para tentar bloquear a conta recebedora do Pix.
  • Provas do crime: Guarde comprovantes de transferência, links acessados, capturas de tela das conversas e extratos bancários para anexar ao inquérito.

Como denunciar perfis e publicações fraudulentas

A população pode ajudar a retirar materiais manipulados do ar por meio de canais oficiais e ferramentas das próprias plataformas. Denúncias anônimas auxiliam na identificação dos operadores financeiros do esquema criminoso.

No Rio de Janeiro, informações sobre quadrilhas especializadas em fraudes cibernéticas podem ser repassadas ao Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177, com atendimento garantido 24 horas por dia sem necessidade de identificação. O serviço também recebe dados pelo aplicativo Disque Denúncia RJ.

Dentro dos aplicativos como Instagram e WhatsApp, o usuário deve acionar o botão de opções da mensagem ou perfil, selecionar a categoria Fraude ou Golpe e reportar o conteúdo diretamente aos moderadores da rede.

O que já se sabe sobre a apuração do caso

Medidas judiciais foram autorizadas para identificar os provedores e contas bancárias que receberam os recursos das vítimas. A representação legal do empresário monitora o reaparecimento de novos links com o mesmo conteúdo fraudulento.

As autoridades continuam rastreando a origem dos disparos dos anúncios patrocinados para localizar os responsáveis pelo impulsionamento pago nas plataformas digitais. Até o momento, nenhuma instituição financeira oficial reconhece a página divulgada como autorizada pelo Banco Central do Brasil ou pela Comissão de Valores Mobiliários.

Limpatech