Rio de Janeiro e Niterói formalizaram nesta quinta-feira (2) a candidatura ao Pan e aos Jogos Parapan-Americanos de 2031. A proposta foi entregue à Panam Sports com foco em sustentabilidade, uso racional de recursos públicos e a promessa de deixar um amplo legado social, urbano e esportivo para o estado do Rio.
Inspirado nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, o projeto promete realizar uma competição de nível internacional com custo reduzido e alta eficiência. A proposta foi apresentada como uma campanha conjunta entre as duas cidades fluminenses, com o slogan centrado na união do continente pelo esporte.
“A nossa experiência na organização de Jogos Olímpicos e Paralímpicos, com certeza, nos ajuda. Mas também queremos aprender com todas as nações das Américas, ouvir sugestões e partilhar conhecimentos”, afirmou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
Um dos pilares da proposta é o programa Time Rio-Niterói, voltado para o apoio a atletas de alto rendimento em todo o Estado do Rio. Além disso, está prevista a ampliação dos Ginásios Educacionais Olímpicos — que hoje atendem mais de seis mil estudantes — com a construção de cinco novas unidades em Niterói.
“Teremos um legado de infraestrutura urbana, esporte e mobilidade que vai ultrapassar as cidades-sede”, destacou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
O projeto prevê 38 modalidades esportivas, divididas em 57 disciplinas. A maior parte das competições será concentrada a até 40 minutos da Vila Pan-Americana, que será construída na Zona Portuária do Rio. A exceção será o futebol, com jogos em São Paulo, Brasília, Salvador e Belo Horizonte. A vila contará com sete torres residenciais e 2.083 apartamentos, com capacidade para receber 7.500 atletas e 2.800 oficiais.
As competições serão divididas entre as zonas da Barra da Tijuca, Copacabana, Deodoro, Porto Maravilha e Niterói, com foco no reaproveitamento de instalações já existentes, como arenas olímpicas e centros esportivos construídos para os Jogos de 2016.
“Ser a sede de um evento como os Jogos Pan-Americanos traz investimentos e deixa um legado que oferece não só estrutura para quem já é atleta, mas estimula as gerações futuras”, afirmou a vice-prefeita de Niterói, Isabel Swan, medalhista olímpica e presidente da Comissão de Atletas da Panam Sports.
O orçamento total estimado é de R$ 3,8 bilhões, com a maior parte dos recursos oriunda da iniciativa privada. A proposta reforça o compromisso com práticas sustentáveis e a eficiência no uso das estruturas públicas. O modelo de gestão proposto tem como base a experiência dos Jogos Rio 2016.
“Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 nos deram a fórmula para organizar um grande evento: nenhum desperdício de recurso público, muita parceria com a iniciativa privada, instalações eficientes e o maior número de legados possível”, explicou o secretário municipal de Esportes, Guilherme Schleder.
Com a candidatura oficialmente entregue, o próximo passo será a campanha internacional. O Rio e Niterói vão buscar os votos dos 41 Comitês Olímpicos Nacionais que compõem o colégio eleitoral da Panam Sports. A votação que definirá a sede do Pan 2031 deve ocorrer em 2026.
“Temos certeza que Rio e Niterói farão uma grande edição de Pan e o COB dará todo seu apoio para que a candidatura seja escolhida”, reforçou o presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Marco La Porta.














