O Governo do Estado do Rio de Janeiro elaborou um mapa de risco para monitorar e combater queimadas em vegetações durante o período de estiagem provocado pelo fenômeno El Niño. A medida reforça a atuação de brigadas e bombeiros em pontos críticos.
Plano de contingência monitora áreas com vegetação seca no Rio
O monitoramento mapeia regiões com maior índice de vegetação seca e histórico de focos de incêndio florestal no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa busca antecipar ações de combate e evitar que grandes queimadas alcancem áreas residenciais ou unidades de conservação ambiental.
Com o clima mais seco e a redução das chuvas trazida pelo El Niño, o risco de grandes incêndios aumenta em morros, serras e matas nativas. O trabalho conjunto reúne equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Ambiente e Sustentabilidade para monitorar satélites e acionar equipes de prontidão.
Quais áreas do Rio exigem maior atenção?
O mapeamento direciona equipes prioritariamente para trechos da Zona Oeste da capital, como o entorno do Parque Estadual da Pedra Branca e do Parque Nacional da Tijuca, além de serras na Baixada Fluminense e na Região Metropolitana. Locais próximos a rodovias e linhas de transmissão de energia elétrica também recebem atenção redobrada.
Nesses locais, o acúmulo de mato seco combinado com ventos fortes e o descarte irregular de lixo facilita a propagação rápida das chamas. A presença de bombeiros e brigadistas será intensificada nos dias em que a umidade relativa do ar atingir níveis críticos.
O que muda na rotina dos moradores das regiões monitoradas?
Para quem vive perto de matas ou morros, a principal recomendação é reforçar os cuidados diários para evitar qualquer faísca. Moradores não devem realizar queimadas de lixo, capim ou folhas secas em quintais e terrenos baldios, prática proibida por lei e que pode fugir do controle em minutos.
A fumaça provocada por incêndios florestais agrava problemas respiratórios, afetando principalmente crianças e idosos. A orientação das autoridades de saúde é manter janelas fechadas caso ocorra queimada nas proximidades e procurar atendimento médico em postos de saúde da rede municipal se houver falta de ar ou irritação severa nos olhos.
Como denunciar queimadas irregulares e soltura de balões?
A soltura de balões e os incêndios provocados por ação humana são crimes ambientais. A população pode denunciar essas práticas de forma totalmente anônima e segura. As informações ajudam as polícias e a fiscalização ambiental a chegarem aos locais antes ou durante os flagrantes.
- Linha Verde (Disque Denúncia): 2253-1177 (para a capital e Região Metropolitana) ou 0300 253 1177 (para o interior).
- Aplicativo: Disque Denúncia RJ, com envio de fotos e localização exata.
- Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA): Atendimento para registros de ocorrência e investigações ambientais.
Quem chamar em caso de emergência e incêndio?
Ao avistar fumaça ou fogo em vegetação, o morador deve acionar imediatamente os serviços de socorro antes que as chamas ganhem força com o vento. Não tente combater incêndios de grandes proporções sem equipamento adequado.
- Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro: Ligue 193 (ligação gratuita, atendimento 24 horas).
- Defesa Civil Estadual e Municipal: Ligue 199 para orientações em situações de risco ou evacuação.
As autoridades reforçam que avisar o Corpo de Bombeiros logo no início do foco de incêndio faz toda a diferença para evitar grandes tragédias ambientais e proteger as moradias da região.















