Reviravolta: Ato pró-Lula em SP cancelado após veto da prefeitura e racha na esquerda; entenda os motivos

Ato pró-Lula em SP é cancelado após veto da prefeitura e racha na esquerda

Um grande ato em apoio à campanha de Lula, que estava agendado para ocorrer em São Paulo no último domingo (18/10), foi cancelado. A decisão partiu de uma série de impedimentos e desentendimentos entre os organizadores e órgãos públicos, culminando em um racha dentro da própria esquerda. O evento, inicialmente planejado para o Vale do Anhangabaú, enfrentou obstáculos inesperados que levaram à sua suspensão.

A prefeitura de São Paulo vetou a realização do ato no Vale do Anhangabaú, local original da manifestação. A justificativa apresentada foi o risco de alagamento, apesar de não haver previsão de chuvas fortes para o dia. Essa decisão levantou questionamentos, especialmente considerando a existência de um evento privado agendado para o mesmo local na mesma tarde.

Posteriormente, uma tentativa de transferir o evento para o Largo da Batata, em Pinheiros, também se mostrou inviável devido a divisões internas na esquerda. A União Nacional dos Estudantes (UNE) propôs uma estratégia diferente, focada em mobilizar ações na periferia da cidade para aumentar o alcance da campanha de Lula. As informações sobre os desdobramentos e os motivos do cancelamento foram divulgadas por fontes que acompanharam o caso, como o Metrópoles.

Primeiro obstáculo: Veto da prefeitura no Vale do Anhangabaú

O plano inicial do ato pró-Lula era ocupar o Vale do Anhangabaú, um espaço tradicional para manifestações na capital paulista. No entanto, na quarta-feira anterior ao evento, a subprefeitura da Sé informou que o local não seria liberado. A justificativa oficial foi o risco de alagamento, baseada no fato de um túnel próximo ter apresentado problemas com água em dias anteriores. Contudo, a ausência de previsão de chuva forte para o domingo gerou desconfiança sobre a real motivação do veto, especialmente com um evento privado já confirmado pela concessionária Novo Anhangabaú.

Plano B frustrado: Racha na esquerda impede ato no Largo da Batata

Diante do veto no Vale do Anhangabaú, o Movimento Revoluciona Brasil (MRB), um dos organizadores do ato, anunciou nas redes sociais a transferência da manifestação para o Largo da Batata. O MRB é um grupo que se declara apartidário e defensor de pautas sociais e dos trabalhadores. Antes mesmo que o MRB pudesse protocolar os ofícios necessários para a liberação do espaço na subprefeitura de Pinheiros e na Polícia Militar, a UNE já havia manifestado interesse no local.

Apesar de a UNE ter prioridade na utilização do espaço, a entidade estudantil decidiu não realizar o ato no Largo da Batata. O receio principal era a possibilidade de conflitos e atos de violência. Um dos fatores preocupantes era o acesso ao Largo da Batata pela Linha Amarela do Metrô, que também serve de rota para a Avenida Paulista, onde estava programado um evento de Flávio Bolsonaro. A UNE temia confrontos diretos entre apoiadores de Lula e de Bolsonaro.

Nova estratégia: Foco na periferia para virar votos

Além do risco de confrontos diretos, a UNE também expressou preocupação com a possibilidade de o ato no Largo da Batata descambar para manifestações mais radicais. Havia o temor de que organizadores pudessem incitar uma caminhada até a sede do Google, na região da Faria Lima, repetindo atos de vandalismo ocorridos em manifestações anteriores. Esses atos foram, posteriormente, utilizados pela campanha de Bolsonaro como arma política contra Lula.

Diante desse cenário, a UNE decidiu priorizar uma estratégia de mobilização nas periferias de São Paulo. A entidade acredita que essas áreas concentram um número maior de eleitores indecisos, com maior potencial para serem convertidos em votos para Lula. Em nota oficial, a UNE declarou que “entende que o foco no momento é mobilizar comunidades e periferias de SP para virar votos, e convida todos aqueles dispostos a reeleger Lula presidente a se somar nesse desafio”. Já foram anunciados atos em bairros como Grajaú, Cachoeirinha e Itaquera.

MRB critica cancelamento e aponta

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