As regras para praias do Rio passaram por mudanças importantes com o avanço da Operação Verão, que agora conta com tecnologia reforçada e novas orientações para banhistas, barraqueiros e ambulantes. A Prefeitura iniciou a instalação de 250 placas informativas, começando pela orla de Copacabana, trazendo símbolos, proibições e um QR Code que direciona para a lista completa das normas válidas. A atualização coincide com a flexibilização do uso de garrafas de vidro em barracas licenciadas, medida oficializada em decreto recente.
Pelas novas regras, os barraqueiros podem voltar a utilizar garrafas de vidro de bebidas destiladas para a preparação de caipirinhas e outras misturas — desde que isso ocorra exclusivamente dentro das tendas. A liberação, antes restrita aos quiosques, atende a um pedido do setor e tem como objetivo facilitar a fiscalização e evitar riscos de contaminação, já que destilados em embalagens plásticas geravam dúvidas sobre procedência e segurança.
A Operação Verão também elevou o patamar de vigilância na orla. A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) agora utiliza drones e 21 câmeras de longo alcance para monitorar o movimento nas praias e coibir práticas irregulares, como venda sem licença, caixas de som e comércio proibido. Em dias de maior fluxo, até mil agentes atuam entre o Leme e o Pontal, sendo duzentos apenas em Copacabana. Apesar do reforço, a fiscalização ainda encontra desafios, com flagrantes de consumo de bebidas em vidro, caixas de som e venda de espetinhos poucos metros depois das placas recém-instaladas.
A flexibilização do vidro animou parte dos barraqueiros, que relatam dificuldade em atender clientes sem poder usar bebidas que só existem no formato tradicional. Ivan Andrade, de Copacabana, afirmou que precisou recorrer a alternativas em PET durante a proibição, mas que isso não evitava o consumo por banhistas, que seguiam utilizando garrafas compradas via delivery. Pelo decreto, barraqueiros devem manter as notas fiscais das bebidas para facilitar o controle da Prefeitura.
Mesmo proibidos, ambulantes continuam circulando pela areia com caixas de som, e a comercialização de camarão em espetos segue presente. Os vendedores alegam que o material utilizado é seguro e que a proibição afeta milhares de famílias, mas a prefeitura mantém a restrição, apontando risco de acidentes e acúmulo de resíduos. Moradores e turistas relatam problemas principalmente com espetinhos deixados na areia, reforçando a necessidade de conscientização.
Nos primeiros dois meses de Operação Verão, já foram aplicadas 394 multas a barraqueiros por irregularidades e recolhidas mais de 2 mil garrafas de vidro. Em Ipanema, agentes foram vistos apreendendo bebidas vendidas sem autorização. Para consumidores, a abordagem é orientativa; para quem possui licença, as punições podem chegar à perda do direito de atuar.
As mudanças também alcançam o trânsito. Em Grumari e Prainha, a entrada de veículos passa a ser bloqueada quando as 800 vagas disponíveis atingirem a lotação entre 8h e 15h. Em Copacabana, a Avenida Nossa Senhora terá restrição de estacionamento na faixa da esquerda aos fins de semana, até março de 2026, para melhorar o fluxo. Além disso, a Ciclovia Tim Maia voltou a ser fechada preventivamente após ressaca, conforme protocolos do COR-Rio.
O que passa a ser permitido
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Vendedores ambulantes licenciados.
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Música ao vivo nos quiosques entre 12h e 22h.
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Uso de garrafas de vidro de destilados para preparo de caipirinhas nas barracas.
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Guarda-sóis, cadeiras, esportes e atividades físicas.
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Faixas padronizadas de identificação das barracas.
O que segue proibido
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Comércio ambulante sem autorização.
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Caixas de som na areia.
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Bebidas em garrafas de vidro para o público na areia.
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Vendas de alimentos em palitos, como camarão e churrasquinho.
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Carrinhos de comida sem licença.
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Acampamentos improvisados e bandeiras em mastros.
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Abordagens insistentes e exploração de marcas por barracas.
A Prefeitura afirma que seguirá reforçando as ações e adaptando medidas conforme a necessidade ao longo do verão, com foco em ordenamento, segurança e redução de riscos para os banhistas.














