Regiane Alves alerta sobre câncer de mama e cobra exames no SUS

A atriz Regiane Alves aproveitou a trama de sua personagem Margot, na novela das 19h, para alertar sobre a prevenção do câncer de mama e cobrar agilidade no acesso a exames para usuárias do Sistema Único de Saúde.

A ficção que bate na porta da realidade de milhares de mulheres

Na televisão aberta, o drama vivido por Margot ao encarar a descoberta de um tumor no seio reflete uma rotina dura enfrentada por mulheres em todo o Rio de Janeiro. Ao comentar sobre o papel, a atriz afirmou que levar esse assunto ao ar funciona como uma missão social direta, sobretudo para famílias que dependem exclusivamente de informações transmitidas pela TV aberta.

Regiane explicou que o trabalho mexeu fundo com sua própria rotina de saúde. Assim que terminou de gravar uma das cenas mais difíceis sobre a confirmação do diagnóstico, a atriz relatou que marcou imediatamente a sua própria mamografia. O recado que ela busca deixar em cena é claro: o cuidado precisa começar antes de qualquer sintoma aparecer, porque identificar o nódulo no começo faz toda a diferença para a cura.

Além de destacar a rotina de cuidados médicos, a atriz cobrou que o poder público ofereça condições reais para que as mulheres consigam atendimento rápido. Em entrevista concedida nesta sexta-feira, ela pontuou que pedir para a população se cuidar não basta se as filas para os aparelhos de mamografia e as biópsias continuarem longas e demoradas na rede pública.

Como conseguir a mamografia gratuita pelo SUS no Rio de Janeiro

Para as moradoras da capital fluminense e dos municípios da Baixada, o primeiro passo para conseguir o exame preventivo é procurar a Clínica da Família ou o Posto de Saúde mais próximo de casa. Mulheres entre 50 e 69 anos têm direito ao rastreamento bienal garantido pelas diretrizes do Ministério da Saúde, mesmo sem apresentar sintomas ou caroços perceptíveis.

Ao comparecer à unidade básica, a paciente deve levar documento oficial com foto, Cadastro de Pessoa Física e o Cartão Nacional de Saúde atualizado. O médico ou enfermeiro da unidade realiza a avaliação clínica das mamas e insere o pedido no Sistema de Regulação do município, que direciona o agendamento para um hospital ou clínica conveniada com equipamento disponível.

Caso a mulher perceba alterações na pele do seio, secreção no bico do peito ou sinta nódulos endurecidos ao se tocar, o exame deve ser solicitado com urgência independentemente da idade. Quem tem histórico de casos de câncer de mama em parentes de primeiro grau, como mãe e irmãs, também precisa comunicar o médico para começar o acompanhamento antes dos 40 anos.

O que fazer se o agendamento demorar ou houver recusa

A Lei Federal 12.732 determina que o paciente com suspeita ou confirmação de câncer inicie o tratamento no Sistema Único de Saúde em no máximo 60 dias após a emissão do laudo patológico. Além disso, os exames para fechar o diagnóstico precisam ser garantidos em até 30 dias na rede pública.

Se a marcação da mamografia ou da biópsia estiver travada no posto de saúde, a moradora pode recorrer à Ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde pelo telefone 1746, na capital, ou pelo Disque Saúde do governo federal, discando 136. Essas centrais registram a queixa formal e abrem protocolo para destravar o procedimento em atraso.

Quando a resposta administrativa não resolve, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro presta apoio jurídico gratuito para conseguir o exame ou cirurgia por via judicial. O atendimento inicial da Defensoria pode ser acionado pelo telefone 129, que direciona o caso para o Núcleo de Fazenda Pública e Saúde mais próximo da residência da paciente.

Onde buscar acolhimento e suporte na Baixada e capital

No estado do Rio de Janeiro, centros especializados de referência oferecem assistência oncológica integral. O Instituto Nacional de Câncer, com unidades na Praça da Cruz Vermelha e em Vila Isabel, concentra os casos regulados pelo Estado, enquanto hospitais universitários como o Hospital Universitário Pedro Ernesto também mantêm alas dedicadas ao tratamento mamário.

Instituições da sociedade civil também oferecem acolhimento psicológico, empréstimo de perucas e orientação de direitos para mulheres que já receberam a confirmação da doença. A Fundação Laço Rosa, sediada no Rio, auxilia pacientes em tratamento ativo com doação de próteses externas e orientações sobre direitos sociais, como auxílio-doença e isenção tarifária.

Para quem está enfrentando a espera de exames complementares, os profissionais de saúde recomendam nunca faltar às consultas de retorno na unidade básica. Manter o número de telefone e o endereço atualizados no cadastro do posto de saúde é essencial para não perder a convocação quando a vaga for liberada pela central de regulação estadual ou municipal.

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