A Receita Federal apreendeu R$ 356 mil em entorpecentes e medicamentos ilegais durante uma fiscalização de rotina na Zona Norte do Rio. A carga não possuía autorização sanitária e tinha como destino a circulação clandestina no estado.
Fiscalização intercepta remessa ilegal avaliada em R$ 356 mil
A ação foi realizada pela Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal. O material foi localizado durante inspeções direcionadas que usam tecnologia de raio-x e cães farejadores em centros de distribuição e transportadoras da Zona Norte da capital fluminense.
Segundo o órgão, a remessa continha substâncias entorpecentes prensadas e uma quantidade expressiva de medicamentos de venda restrita e controlada. Nenhum dos frascos ou caixas apreendidas contava com nota fiscal válida, prescrição médica ou aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A prática de enviar materiais ilícitos por serviços de encomendas tem crescido como tentativa de despistar as blitze policiais rotineiras nas rodovias. Com a retenção dos produtos, os fiscais federais impediram que o lote abastecesse pontos de venda ilegais espalhados pela Região Metropolitana e Baixada Fluminense.
O que já se sabe sobre a apreensão
Os agentes federais identificaram pacotes suspeitos ainda na esteira de triagem do centro logístico fiscalizado. Ao passar os volumes pelo scanner, os técnicos confirmaram densidades incompatíveis com os itens descritos nas notas declaratórias anexadas às caixas.
Na abertura formal dos pacotes, os agentes confirmaram a presença de drogas e remédios de uso proibido sem prescrição, muitos deles usados de forma abusiva em festas e comércios clandestinos. Todo o material recolhido foi catalogado e pesado pela equipe plantonista da Receita Federal.
Até o momento, nenhum suspeito foi preso no local da apreensão. As investigações agora tentam mapear tanto os remetentes das encomendas quanto os destinatários finais que receberiam a carga na cidade do Rio de Janeiro.
Quem responde por isso e como funciona a apuração
O caso foi repassado à Polícia Federal, corporação responsável por conduzir o inquérito policial e identificar as redes de tráfico que utilizam o fluxo postal e logístico. O crime de tráfico de drogas e a comercialização de medicamentos sem registro configuram delitos federais inafiançáveis.
A Receita Federal informou que o trabalho integrado entre equipes de inteligência e forças de segurança pública continuará reforçado em todos os galpões logísticos da Zona Norte. O objetivo principal é fechar as rotas de entrada de mercadorias proibidas enviadas de outros estados.
Os materiais retidos serão submetidos a perícia detalhada do Instituto Nacional de Criminalística para confirmar a pureza dos componentes químicos. Após a conclusão dos laudos oficiais da perícia, o montante apreendido será destruído por incineração autorizada pela Justiça Federal.
Como denunciar encomendas e comércios ilegais
Quem desconfiar de movimentações ilegais, depósitos clandestinos ou entregas suspeitas de cargas pode repassar informações de maneira completamente anônima para as autoridades. O canal mais conhecido da população fluminense funciona diariamente sem pedir identificação.
- Disque Denúncia do Rio: telefone (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia, todos os dias da semana.
- WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177, disponível para o envio de mensagens de texto, áudios, fotos e vídeos.
- Canal de Denúncias da Receita Federal: atendimento pelo site oficial do órgão federal (gov.br/receitafederal), na aba de ouvidoria e denúncias.
- Polícia Militar: em caso de flagrante imediato ou suspeita em andamento, o morador deve acionar o número 190.
O que fazer se você foi vítima de uso indevido de dados
Criminosos costumam usar CPFs e nomes de cidadãos inocentes em etiquetas de frete para despistar as investigações policiais. Se você descobrir que seu nome ou documento foi usado para envio ou recebimento de pacotes que desconhece, é fundamental registrar a ocorrência de imediato.
O cidadão deve procurar uma Delegacia de Polícia Civil para formalizar a notícia-crime por falsidade ideológica ou utilizar a plataforma da Delegacia Eletrônica (dedicada ao Rio de Janeiro pelo portal da Polícia Civil). Guarde todos os comprovantes, notificações de transportadoras e protocole o caso para evitar envolvimento em investigações federais futuras.














