Receita Federal apreende drogas em galpão de cargas no Rio de Janeiro

fachada da Superintendência da Receita Federal

A Receita Federal do Brasil apreendeu uma remessa de entorpecentes que estava armazenada no galpão de uma empresa transportadora de encomendas, na cidade do Rio de Janeiro. A carga ilícita foi descoberta durante uma operação de fiscalização de rotina voltada para fretes interestaduais e locais.

Fiscalização com cães intercepta remessa ilegal em terminal de cargas

A ação ocorreu durante as inspeções regulares que a Seção de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho realiza em centros de distribuição de encomendas expressas. As cargas suspeitas costumam ser despachadas por via terrestre e chegam ao Rio com documentação fiscal incompleta ou rotas atípicas.

Segundo o órgão, equipes especializadas usaram cães de faro para vasculhar dezenas de pacotes empilhados no depósito. Os animais indicaram com precisão caixas que deveriam conter mercadorias comerciais comuns, mas que escondiam tabletes de entorpecentes misturados ao material declarado.

A prática de utilizar empresas de logística privada virou uma rota frequente de grupos criminosos para tentar burlar as blitzes nas rodovias de acesso à Baixada Fluminense e à capital. Ao fragmentar o envio em pequenos pacotes em nomes de terceiros, os remetentes tentam dificultar a identificação dos verdadeiros donos da droga.

O que já se sabe sobre o material retido

Todo o material apreendido foi recolhido imediatamente pelos agentes fiscais e pesado nas instalações do órgão federal. A substância foi lacrada e encaminhada sob escolta para a Superintendência da Polícia Federal, que assume a condução do inquérito formal.

Até o momento, nenhum funcionário do galpão foi detido, pois as empresas que prestam serviço de transporte costumam receber pacotes já fechados e atuam de boa-fé no transporte. A investigação agora analisa as notas fiscais, os códigos de rastreamento e os dados de quem despachou e quem receberia a encomenda na cidade do Rio de Janeiro.

A Receita Federal não informou o peso exato de cada pacote individual nem a transportadora envolvida, para não atrapalhar o monitoramento de outros envios da mesma quadrilha que ainda podem estar em trânsito pelas estradas do estado.

Quem responde por isso e como funciona a apuração

A responsabilidade criminal sobre o envio de substâncias entorpecentes recai sobre os remetentes e destinatários reais da carga. A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal é a responsável por cruzar as informações digitais de pagamento dos fretes, endereços de entrega e eventuais cadastros falsos utilizados pelos criminosos.

O uso de nomes fictícios, documentos roubados e dados de moradores que nem sabem que tiveram o CPF clonado é recorrente nesse tipo de golpe logístico. Por essa razão, a apuração exige perícia técnica detalhada antes de qualquer pedido de mandado de prisão preventiva.

As transportadoras privadas também precisam colaborar prestando informações de câmeras de segurança dos pontos de postagem de origem, que costumam registrar quem entregou os volumes nos balcões de atendimento.

O que fazer se você foi vítima de uso indevido de dados

Muitos moradores do Rio descobrem que seu nome foi usado por criminosos quando recebem intimações ou visitas inesperadas de entregadores com pacotes suspeitos. Caso perceba que alguém despachou algo em seu nome sem autorização, nunca receba o pacote nem assine recibos de entrega.

O cidadão deve recusar a entrega formalmente com a transportadora e procurar imediatamente a delegacia de polícia civil mais próxima para lavrar um Boletim de Ocorrência por falsidade ideológica e uso indevido de documentos. No estado do Rio, o registro inicial pode ser adiantado pela internet no site da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil (dedic.pcerj.rj.gov.br).

Guardar o número de rastreio, horário em que o entregador apareceu e a cópia do boletim é essencial para se resguardar perante a Justiça e comprovar que você não tem qualquer vínculo com a remessa ilícita.

Como denunciar movimentações suspeitas de cargas

Moradores que perceberem depósitos clandestinos, movimentação estranha de caixas em horários noturnos ou suspeitarem de envios ilegais podem repassar informações de maneira totalmente anônima.

O Disque Denúncia do Rio atende 24 horas por dia pelo telefone (21) 2253-1177, além de aceitar mensagens por WhatsApp e pelo aplicativo próprio de denúncias. As informações recebidas são repassadas diretamente aos setores de inteligência das forças de segurança.

A Ouvidoria da Receita Federal também mantém canais diretos pela plataforma Fala.BR para registrar denúncias de contrabando, descaminho e fraudes comerciais em todo o território fluminense.

Limpatech