A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu uma quadrilha especializada em aplicar o golpe do cartão de crédito e débito contra passageiros de táxi na capital fluminense. A ação foi registrada em vídeo pelos investigadores e o grupo acabou surpreendido em flagrante.
Segundo as investigações da Polícia Civil, os criminosos agiam manipulando as maquininhas de cartão no momento de cobrar a corrida. Quando o passageiro entregava o cartão para pagamento, o motorista ou o comparsa simulava falha na leitura da máquina, observava a senha digitada e devolvia um cartão idêntico, mas pertencente a outra pessoa.
Com o cartão e a senha em mãos, o grupo realizava compras de alto valor, transferências e saques antes mesmo que a vítima percebesse a troca. O esquema vinha sendo monitorado após diversas denúncias de passageiros que notavam o prejuízo horas depois do desembarque.
Investigação policial desarticula esquema de estelionato em táxis do Rio
As imagens gravadas pelos agentes mostram o exato momento em que os suspeitos abordavam e enganavam as vítimas na saída de eventos e zonas de grande circulação da cidade. A polícia apurou que o grupo escolhia preferencialmente locais com forte movimento noturno, como a Zona Sul e o Centro do Rio de Janeiro, aproveitando a pressa e a desatenção dos passageiros.
A investigação aponta que a quadrilha contava com uma estrutura organizada. Além das maquininhas adulteradas para registrar a senha visualmente ou gravar os dados, eles mantinham um acervo de cartões de diversos bancos para efetuar a troca rápida sem levantar suspeita imediata.
Todos os presos foram levados para a delegacia e vão responder pelos crimes de estelionato e associação criminosa. As maquininhas de cartão e dezenas de cartões bancários de terceiros foram apreendidos e passam por perícia técnica.
Como funcionava o golpe aplicado pelos criminosos
O golpe do cartão no táxi se baseia na agilidade e no engano visual. O golpista aproveita a pouca iluminação dentro do veículo ou o cansaço do passageiro para agir. Ao receber o cartão, o condutor posiciona o objeto longe da visão direta da vítima ou usa a mão para encobrir a tela da maquininha.
A vítima digita a senha acreditando estar pagando o valor real da corrida. O estelionatário decorado o código, finge que a transação deu erro e repete a operação. Nesse meio tempo, ele realiza a troca do cartão por outro da mesma cor e da mesma bandeira. Quando a vítima percebe, o criminoso já efetuou compras de valores elevados em comércios parceiros ou máquinas próprias.
O que fazer se você foi vítima do golpe
A pessoa que passar por essa situação deve agir rapidamente para bloquear a conta e evitar prejuízos maiores. A primeira providência e ligar imediatamente para o banco emissor do cartão para solicitar o cancelamento total e o bloqueio do aplicativo do celular.
Em seguida, e fundamental registrar a ocorrência. O boletim pode ser feito presencialmente na delegacia mais próxima ou por meio da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Guarde comprovantes de extratos que mostrem os lançamentos indevidos para apresentar na investigação e junto ao banco no pedido de ressarcimento.
Como denunciar esquemas de estelionato no Rio
Quem tiver informações sobre motoristas ou grupos aplicando o golpe do cartão no Rio de Janeiro pode denunciar de forma totalmente anônima. O serviço do Disque Denúncia funciona 24 horas por dia e garante o sigilo do denunciante.
O telefone para contato e o (21) 2253-1177. Também e possível enviar informações e vídeos pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ou pelo site oficial do serviço. Registros de placas de veículos, locais de atuação e características dos suspeitos ajudam a direcionar as operações da Polícia Civil.
Como fica a segurança dos passageiros e os cuidados ao pagar
A Polícia Civil orienta os usuários do transporte por táxi a adotarem medidas preventivas durante o pagamento das corridas. A recomendação principal e nunca entregar o cartão na mão do motorista, inserindo e retirando o objeto pessoalmente na maquininha.
Outra orientação e conferir sempre o valor digitado na tela do aparelho antes de colocar a senha numérica. Ao receber o cartão de volta, o passageiro deve checar o nome impresso no plástico na mesma hora. Se a máquina apresentar falha repetida ou se o motorista agir de forma suspeita, a orientação e priorizar o pagamento via PIX ou dinheiro vivo, caso seja possível.
Foto: Agenda do Poder














