Protesto de motoboys pede mais segurança após sequência de crimes no Rio

Protesto de motoboys

O Protesto de motoboys pede mais segurança após uma sequência de crimes no Rio de Janeiro. Na tarde desta segunda-feira (26), centenas de entregadores realizaram um buzinaço pelas ruas de Campo Grande, na Zona Oeste, em reação à morte do entregador de pizza Paulo Vitor de Souza, de 22 anos.

Paulo Vitor foi baleado durante um assalto na noite de domingo (25), enquanto realizava uma entrega na Avenida Cesário de Melo, em Senador Vasconcelos. O crime ocorreu apenas um dia antes da manifestação e se soma a outro caso recente: na semana anterior, o entregador Marcelo Julio da Silva, de 52 anos, também foi morto a tiros durante uma tentativa de assalto em Irajá, na Zona Norte.

Durante o protesto, os motoboys percorreram diversas vias de Campo Grande e chegaram a parar em frente ao 40º BPM. Alguns manifestantes carregavam balões brancos como símbolo de pedido por paz. A mobilização reuniu principalmente trabalhadores de aplicativos de entrega e transporte, além de ciclistas que atuam no mesmo segmento.

Em depoimento, o motoboy Henrique Lopes, de 27 anos, relatou o medo constante vivido pela categoria. “A gente sai para trabalhar e não sabe se volta para casa com a moto e até mesmo com a vida. Já fui roubado duas vezes e levaram a minha moto. Eu não reajo quando sou abordado”, disse, em entrevista ao jornal O Dia. Ele também cobrou reforço no policiamento e mudanças na legislação para combater esse tipo de crime.

Familiares de Paulo Vitor participaram do ato. A mãe do entregador, bastante abalada, precisou ser amparada por parentes durante a manifestação, que aconteceu de forma pacífica, mas chegou a interditar um trecho da Rua Laudelino Vieira de Campos.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e a Guarda Municipal do Rio de Janeiro acompanharam o deslocamento do grupo para garantir a segurança. Já a investigação sobre a morte do entregador está a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital, que realiza diligências para identificar e localizar os responsáveis.

O sepultamento de Paulo Vitor está marcado para esta terça-feira (27), no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência. O protesto reforça o alerta da categoria sobre a vulnerabilidade dos trabalhadores de entrega e a cobrança por medidas efetivas de segurança no Rio de Janeiro.

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