Professores da UERJ suspendem greve e retornam às aulas após aprovação de benefício, mas técnicos seguem paralisados

Uerj tem retorno às aulas após greve de professores, mas técnicos-administrativos mantêm paralisação

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e o Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-Uerj) testemunharam o retorno dos professores às atividades acadêmicas e aulas nesta segunda-feira, 13 de maio. A decisão de suspender a greve foi tomada pela categoria em assembleia realizada no início do mês, marcando um avanço significativo nas negociações com o Governo do Estado.

Apesar da volta às salas de aula, os docentes permanecem em estado de greve. Este mecanismo permite que a mobilização da categoria continue ativa, possibilitando o acompanhamento das negociações sem a interrupção do funcionamento da universidade. A medida visa garantir que as demandas sejam atendidas, mantendo a pressão sobre o governo.

A suspensão da greve dos professores da Uerj foi diretamente influenciada pela aprovação, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), do Projeto de Lei Complementar que institui o Adicional de Desenvolvimento Funcional (ADF). Esta conquista representa uma das principais reivindicações da categoria e foi celebrada como um passo importante para a valorização dos docentes. Conforme informação divulgada pela Uerj, o ADF prevê uma progressão remuneratória baseada em critérios como desempenho profissional, qualificação e tempo de serviço, com potencial de aumento de até 60% sobre a base de cálculo ao longo da carreira.

O Adicional de Desenvolvimento Funcional (ADF) e sua importância

O Adicional de Desenvolvimento Funcional (ADF) foi concebido a partir de intensas discussões internas na Uerj, obtendo aprovação do Conselho Universitário. Posteriormente, o projeto foi objeto de negociações entre a Reitoria da universidade, o Governo do Estado e os deputados estaduais. A proposta visa reconhecer e recompensar o mérito e a dedicação dos professores, buscando alinhar a remuneração às exigências e à qualificação profissional.

A expectativa é que o ADF contribua significativamente para a carreira dos docentes, oferecendo um plano de desenvolvimento que valoriza o crescimento profissional e a permanência na instituição. A aprovação deste benefício é vista como um marco na luta por melhores condições de trabalho e remuneração na Uerj.

Técnicos-administrativos seguem em greve com reivindicações pendentes

Em contraste com o retorno dos professores, os técnicos-administrativos da Uerj continuam em greve. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj), a categoria avalia que a universidade ainda não retornou à normalidade, pois as principais demandas dos técnicos permanecem sem solução. A paralisação afeta diretamente a operacionalidade e os serviços oferecidos pela instituição.

As reivindicações centrais dos técnicos-administrativos incluem a retomada dos auxílios saúde e educação, com valores estabelecidos em R$ 900 para cada. No caso do auxílio-educação, a proposta do sindicato detalha o pagamento para servidores com filhos de até 24 anos que estejam estudando, com um adicional de R$ 300 para o terceiro filho. Quanto ao auxílio-saúde, os técnicos defendem a extensão do benefício também para os aposentados, um ponto crucial para garantir o bem-estar da categoria.

Negociações em andamento e próximos passos

A situação na Uerj demonstra a complexidade das negociações entre o corpo docente, técnico-administrativo e o governo estadual. Enquanto os professores celebram uma conquista importante com a suspensão da greve e a aprovação do ADF, a luta dos técnicos-administrativos por benefícios essenciais continua. A universidade e o governo estadual seguem em diálogo para buscar soluções que atendam às demandas de ambas as categorias.

A reportagem buscou contato com a universidade para obter mais informações sobre o andamento das negociações com os técnicos-administrativos e aguarda um retorno oficial. A expectativa é que novas rodadas de conversa possam levar a acordos que permitam a normalização completa das atividades na Uerj.

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