Professor universitário preso no Rio é denunciado por abuso e exploração sexual de menores

Cordovil Antonio Nogueira Martins

O caso do professor universitário preso no Rio ganhou um novo capítulo após o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentar denúncia formal à Justiça contra o advogado e docente Cordovil Antônio Nogueira Martins, de 78 anos. Ele é investigado por crimes envolvendo crianças e adolescentes no bairro do Grajaú, na Zona Norte da capital.

Segundo o MPRJ, os fatos investigados teriam ocorrido entre 2020 e 2025. O acusado está detido desde março e agora responde judicialmente após o avanço das investigações conduzidas pelas autoridades.

De acordo com a promotoria, pelo menos três vítimas já foram identificadas até o momento, com idades entre 10 e 17 anos. Os investigadores afirmam que o suspeito utilizava aproximações com famílias em situação de vulnerabilidade social para conquistar a confiança das vítimas.

Ainda segundo as investigações, o acusado oferecia dinheiro, presentes e outras vantagens para se aproximar dos menores. Os encontros investigados aconteciam na residência dele, localizada no Grajaú.

Durante a operação policial, agentes apreenderam aparelhos eletrônicos que continham milhares de arquivos ilegais envolvendo crianças e adolescentes. Conforme o Ministério Público, a quantidade de material encontrado levantou a suspeita de que o número de vítimas possa ser maior do que o já identificado oficialmente.

As investigações também apontam que parte do conteúdo armazenado teria sido compartilhada, o que ampliou a gravidade das acusações analisadas pela Justiça.

A polícia informou ainda que o suspeito se apresentava como advogado e professor universitário, circunstância que, segundo os investigadores, facilitava o contato com algumas famílias.

O Ministério Público pediu à Justiça que seja fixada uma indenização mínima de R$ 500 mil para cada vítima identificada no processo. Além disso, os promotores solicitaram a conversão da prisão temporária em preventiva.

Parte das investigações segue em andamento em procedimentos separados para localizar possíveis novas vítimas e aprofundar a análise do material apreendido pelos agentes.

O caso está sob responsabilidade da 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital. Até o momento, a defesa do acusado não havia se pronunciado publicamente sobre a denúncia.

A repercussão do caso reacendeu discussões sobre proteção de crianças e adolescentes, além da importância das denúncias e do acompanhamento de situações envolvendo vulnerabilidade social e possíveis crimes contra menores.

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