A Prefeitura intensifica fiscalização e fecha asilos clandestinos no Rio, em uma ação coordenada para combater instituições que operam de forma irregular e vulneram os direitos de idosos. Em 2025, 17 asilos clandestinos já foram interditados, com resgate de 95 pessoas em condições inadequadas de acolhimento.
Nesta semana, uma ação conjunta prendeu a proprietária de um desses locais em flagrante, após o óbito de um idoso na instituição localizada em Brás de Pina. Equipes da Secretaria Municipal do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SEMESQV), do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (IVISA-Rio), Polícia Civil, Assistência Social, Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa e Saúde participaram da operação.
Desde o início do ano, os órgãos municipais realizam entre 40 e 60 fiscalizações por mês em instituições de longa permanência. Segundo o secretário Felipe Michel, o engajamento da população cresceu: com maior visibilidade sobre os casos, o número de denúncias dobrou.
Além das interdições, a Prefeitura promove o fortalecimento das ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos) regulares por meio do “Selo Dignidade”, que em setembro concedeu 64 selos a lares que se destacaram pelo bom atendimento e gestão.
A capital conta com aproximadamente 250 ILPIs, sendo que 120 já solicitaram cadastro e 40 estão com pedidos em andamento. A medida visa aumentar a transparência e permitir fiscalização contínua dessas instituições.
Denúncias de maus-tratos, negligência ou funcionamento irregular podem ser feitas pela Central 1746 ou pelo canal Rio Cuidadoso no número (21) 97533-8831. O COMDEPI também orienta sobre cadastramento de ILPIs pelo e-mail comdepi.rio@gmail.com.














