Ponte fechada há um mês faz morador andar 3 km em Nova Iguaçu

A interdição de uma ponte sobre o rio São Pedro completou mais de um mês em Jaceruba, Nova Iguaçu. Sem a passagem, moradores enfrentam lama e precisam andar cerca de três quilômetros para conseguir embarcar em um ônibus.

Rotina dos trabalhadores é castigada pelo bloqueio da travessia

A estrutura foi bloqueada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro após vistorias técnicas apontarem risco estrutural grave na sustentação da pista. Desde então, a rotina de quem precisa sair de madrugada para trabalhar ou estudar no bairro da Baixada Fluminense virou um transtorno diário.

Sem a circulação normal do transporte coletivo pelo trecho interrompido, os pedestres não têm alternativa além da longa caminhada forçada. Moradores que vivem na comunidade há mais de cinquenta anos relatam que o trajeto de terra batida se transforma em lamaçal nos dias chuvosos, obrigando os trabalhadores e estudantes a levarem calçados extras para não chegarem enlameados aos seus compromissos diários.

O isolamento parcial afeta diretamente o acesso a serviços básicos na região de Jaceruba. Quem depende de entregas de botijões de gás, caminhões de mercadorias para o comércio local ou transporte particular por aplicativo enfrenta cancelamentos frequentes, já que diversos motoristas se recusam a circular pelas vias alternativas de terra devido ao risco de atolamento.

O trajeto a pé pela estrada vicinal também gera preocupação com a segurança pública. Sem iluminação adequada em diversos trechos e com vegetação densa nas margens, trabalhadores que retornam no período da noite relatam medo constante durante o percurso entre o ponto final provisório e suas residências.

O que diz o DER-RJ sobre o reparo e os prazos

O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro confirmou que a decisão de interditar a ponte foi necessária para impedir um colapso e preservar a integridade física de motoristas e pedestres. O departamento estadual informou que mobiliza um processo de contratação emergencial para executar as obras de reforço e reconstrução da cabeceira sobre o leito do rio São Pedro.

No entanto, a data oficial para a assinatura desse contrato de emergência e o início efetivo do canteiro de obras ainda não foram definidos pelo órgão. Da mesma maneira, não existe prazo publicado para o término dos reparos e a consequente liberação do tráfego na ligação viária.

Até o momento, a autarquia estadual mantém bloqueios físicos com manilhas e sinalização provisória na entrada da estrutura. A passagem permanece terminantemente proibida para veículos leves, caminhões de abastecimento, vans e coletivos que atendem a localidade rural de Nova Iguaçu.

O que muda para quem depende do transporte coletivo

O Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro informou que deve notificar as viações responsáveis pelo atendimento ao bairro para formalizar planos de desvios operacionais. A determinação obriga as concessionárias a buscarem rotas secundárias transitáveis que garantam a continuidade das viagens até os terminais de Nova Iguaçu.

Apesar da determinação do órgão regulador estadual, usuários afirmam que os coletivos não conseguem manobrar próximo às margens interditadas do rio e interrompem as viagens muito antes do ponto original. Isso obriga idosos, mães com crianças de colo e trabalhadores rurais a vencerem os três quilômetros no barro todos os dias.

Fiscais do Detro-RJ realizam rondas e monitoramentos na Baixada Fluminense para checar se as linhas estão cumprindo os trajetos determinados pelas ordens de serviço provisórias. Casos de queima de viagem, diminuição não autorizada de frota e descumprimento de quadro de horários acarretam penalidades administrativas às empresas concessionárias.

A quem recorrer para cobrar melhorias e fiscalização

Passageiros que presenciarem irregularidades nas linhas intermunicipais ou ficarem sem atendimento podem registrar denúncias na Ouvidoria do Detro-RJ. O contato direto para manifestações e relatos de itinerário encurtado pode ser feito pelo formulário oficial da Ouvidoria Geral do Estado ou pelo telefone gratuito 0800 285 9796, de segunda a sexta-feira, em horário comercial.

Para solicitar dados atualizados sobre o processo licitatório emergencial e as intervenções estruturais na ponte, os moradores podem acionar a ouvidoria do DER-RJ pelo telefone (21) 2332-5500 ou protocolar requerimentos diretamente na sede do órgão, localizada no Centro do Rio de Janeiro.

Demandas sobre a conservação das vias secundárias de terra, pedidos de patrolamento e colocação de bica corrida para melhorar a drenagem devem ser abertos na Ouvidoria Geral da Prefeitura de Nova Iguaçu. O atendimento municipal funciona pelo telefone (21) 2666-4910 ou pelo aplicativo oficial de serviços urbanos da administração municipal.

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