Policial Militar é Vítima de Golpe do Balcão em Revendedora de Veículos no DF
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um caso de estelionato que chocou pela audácia: o chamado “golpe do balcão”, aplicado dentro de uma revendedora de veículos seminovos no Núcleo Bandeirante. A modalidade criminosa utiliza a estrutura e a credibilidade de lojas para enganar clientes, e desta vez, a vítima foi um cabo da Polícia Militar do DF.
O militar, identificado como Marcelo Braga Silva Araújo, alega ter sofrido um prejuízo de R$ 25 mil após negociar seu carro, um Renault Kwid 2022, no estabelecimento. A confiança depositada na loja e em um dos negociadores acabou resultando na perda do veículo e do dinheiro, conforme aponta a investigação policial.
O caso levanta preocupações sobre a segurança de transações comerciais em estabelecimentos que deveriam oferecer garantias. A PCDF busca esclarecer os fatos e identificar todos os envolvidos para que a justiça seja feita. Conforme informações divulgadas pela PCDF, a investigação está em andamento.
O Início da Negociação e a Promessa de Venda
Em 15 de abril deste ano, o cabo Marcelo Braga Silva Araújo deixou seu Renault Kwid Zen 2022 em consignação em uma revendedora de veículos no Núcleo Bandeirante. Durante sua estadia no local, o policial foi atendido por Gabriel Rodrigues Ferreira, que se apresentava como sócio do proprietário da loja e atuava com aparente autonomia. Confiando na estrutura da revendedora, Marcelo iniciou a negociação de seu carro.
Gabriel rapidamente informou ao policial que já havia encontrado um comprador para o veículo, alegando que o carro seria para a esposa do próprio negociador. Com essa narrativa, convenceu Marcelo a autorizar a retirada do automóvel da loja para agilizar os trâmites finais da suposta venda. O policial, induzido pela promessa de pagamento integral e pela aparente segurança oferecida pela revendedora, assinou eletronicamente a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPV) em 8 de maio de 2026, formalizando a transferência pelo valor ajustado de R$ 39 mil.
A Fraude se Revela e o Prejuízo se Acumula
A concretização do negócio, no entanto, revelou-se uma fraude. O policial recebeu apenas um sinal de R$ 14 mil via Pix, enquanto o saldo restante de R$ 25 mil jamais foi repassado. Para piorar a situação, o veículo foi rapidamente repassado a terceiros sem a devida quitação financeira ou regularização nos órgãos de trânsito.
Após meses de cobranças infrutíferas, Gabriel Rodrigues Ferreira assinou um documento formal de confissão de dívida, reconhecendo a obrigação de quitar os R$ 25 mil pendentes. Contudo, este compromisso também foi descumprido. Em uma nova tentativa de enganar o militar, Gabriel ofereceu como garantia a cota de sociedade de outra loja comercial. Investigações posteriores revelaram que este estabelecimento já havia sido transferido para terceiros antes da oferta, configurando mais um artifício fraudulento para adiar o pagamento.
O Investigado Nega o Golpe e Promete Pagamento
Procurado, Gabriel Rodrigues Ferreira nega a prática de fraude contra o policial militar. Ele afirma que “não existe venda fraudulenta” e que o cabo Marcelo Braga Silva Araújo ainda receberá os valores referentes à venda do veículo, mesmo após três meses da transação. “Ele irá receber. Já foi passado R$ 14 mil. Estamos em ligação, e meu advogado está entrando em contato por via judicial para homologação de um acordo formal. Em nenhum momento eu me recusei a pagar”, declarou Gabriel.
A Polícia Civil do Distrito Federal continua a apuração do caso, buscando reunir todas as evidências para responsabilizar os envolvidos no chamado “golpe do balcão”. O caso serve de alerta para a importância de cautela ao realizar transações de compra e venda de veículos, mesmo em estabelecimentos aparentemente confiáveis.














